Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Sob pressão, Temer rompe o silêncio e diz que massacre foi 'pavoroso'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Sob pressão da opinião pública, o presidente Michel Temer se pronunciou nesta quinta-feira (5) pela primeira vez sobre o massacre em um presídio no Amazonas após três dias de silêncio absoluto. O silêncio de Temer remete ao massacre do Carandiru, em 1992, também marcado pela espera por explicações da polícia e de declarações oficiais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na abertura de reunião sobre segurança institucional, convocada na tentativa de demonstrar a preocupação do governo federal com a crise prisional, o peemedebista disse que o incidente foi "pavoroso" e "terrível" e se solidarizou com as famílias dos presos assassinados.

"Eu quero me solidarizar com as famílias que tiveram seus presos vitimados naqueles acidente pavoroso que ocorreu no presídio de Manaus. Nossa solidariedade é governamental", disse.

O peemedebista fez questão de lembrar que o presídio em Manaus era administrado pela iniciativa privada e acrescentou que "não houve uma responsabilidade clara ou definida dos agentes estatais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele lembrou que o controle penitenciário cabe às unidades estaduais da federação, mas ressaltou que a questão da segurança pública ultrapassou a questão local e tornou-se uma preocupação nacional.

O silêncio fazia parte de uma estratégia de comunicação do Palácio do Planalto para afastar o presidente do centro da crise prisional, sob o argumento de que se trata de um incidente localizado.

Com a repercussão do episódio, noticiado pela imprensa estrangeira, o peemedebista passou a ser aconselhado a romper o silêncio e fazer pelo menos um comentário genérico sobre o episódio, para afastar a acusação de que ele tem sido omisso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na quarta-feira (4), até o papa Francisco havia se pronunciado sobre o massacre e lamentado o massacre. Ele pediu que "as condições de vida dos detentos sejam dignas de pessoas humanas".

O encontro desta quinta-feira (5) para discutir a situação carcerária no país tem as participações dos ministros Alexandre de Moraes (Justiça), Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Torquato Jardim (Transparência) e Grace Mendonça (Advocacia Geral da União).

Em discurso, o presidente disse ainda que o plano nacional de segurança pública, que será lançado pelo Ministério da Justiça, determinará que unidades prisionais que sejam construídas a partir de agora tenham prédios diferentes para abrigar presos que cometeram crimes de alta e de baixa ofensividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele disse ainda que será liberado R$ 150 milhões para a instalação de bloqueadores de celulares em 30% das unidades prisionais de cada Estado.

O massacre em Manaus criou uma crise no sistema penitenciário brasileira e o receio do Palácio do Planalto de que integrantes do PCC iniciem uma série de retaliações em outras unidades prisionais do país, uma vez que a maioria dos mortos são da facção criminosa.

A rebelião foi motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC. De acordo com as investigações, ela foi comandada pela Família do Norte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV