Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Embaixador britânico na União Europeia pede demissão do cargo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ivan Rogers, embaixador britânico na União Europeia, demitiu-se nesta terça (3), a três meses do início das negociações para o Brexit.

"Ivan tomou essa decisão agora para que seja nomeado um sucessor antes que o Reino Unido invoque o Artigo 50 do Tratado Europeu de Lisboa, que marcará o início das negociações para a saída", informou o Ministério das Relações Exteriores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Rogers era tido como uma das peças mais importantes na negociação, porém também era avaliado como pessimista pelas principais lideranças que apoiam o Brexit. No cargo desde 2013, o embaixador tinha mandato até o final de 2017.

Apesar de Rogers não revelar os motivos que o levaram a se demitir, a mídia britânica informou que as relações do embaixador com partidários do Brexit no governo tinha se deteriorado.

Assim que a demissão tornou-se pública, apoiadores do Brexit festejaram. "O pessimista Rogers, que alertou que o Brexit poderia demorar dez anos, deixará seu cargo. Muito bem, é a hora do otimismo!", divulgou a Leave, uma das organizações que fizeram campanha no referendo de 23 de junho pela saída da União Europeia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nigel Farage, um dos políticos mais influentes no Reino Unido e apoiador do Brexit, também comemorou. "Saúdo a demissão. As relações exteriores necessitam de uma limpeza completa."

Contudo o governo não demonstrou o mesmo sentimento. Porta-voz do comitê parlamentar sobre o Brexit, Hilary Benn anunciou que a demissão de Rogers "não é boa" para o Reino Unido, que precisa de pessoas experientes.

Aled Williams, que foi porta-voz de Rogers e que hoje trabalha como consultor em Bruxelas, escreveu no Twitter que a demissão é "uma grande perda". "Não há muitos britânicos que conheçam as interioridades de Bruxelas melhor do que Sir Ivan."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diplomatas europeus também lamentaram a saída do embaixador.

Um dos fatores que certamente contribuíram para a demissão ocorreu em dezembro de 2016, quando um porta-voz da primeira-ministra Theresa May desprezou as previsões pessimistas atribuídas a Rogers e insistiu que o Reino Unido poderá negociar sua saída e um acordo comercial com Bruxelas em dois anos.

Depois, Theresa May prometeu notificar oficialmente a saída da União Europeia em março deste ano, o que abrirá o período de dois anos para negociar os termos de saída com instituições e com o mercado único.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a BBC, Rogers advertira o governo de que os outros 27 Estados membros da União Europeia não esperavam a definição de um acordo antes de 2020 e que poderiam vetar qualquer ação antes desse prazo.

Depois de ter iniciado sua carreira como funcionário do Tesouro, Rogers foi nomeado para o cargo de embaixador pelo ex-premiê David Cameron e era considerado um diplomata realista.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV