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Polícia grega está no Rio para investigar morte de embaixador

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A polícia da Grécia está no Rio de Janeiro para participar da investigação da morte do embaixador grego Kyriakos Amiridis.

Dois investigadores do governo grego e um da Interpol desembarcaram no Rio no último domingo (1). Nesta segunda, reuniram-se com a equipe da Divisão de Homicídios do Estado para tomar conhecimento do andamento da investigação.

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Nos próximos dias, farão visitas aos locais mais importantes, como o apartamento onde o embaixador teria sido morto e o local onde seu corpo foi encontrado incinerado dentro de um carro.

"Estamos mostrando a eles como fizemos a apuração para que tenham real noção de que trata-se de um caso isolado. Não abrimos mão de nossa atribuição de investigar, mas é útil que eles tenham acesso para que possam nos ajudar com alguns informações que ainda não conseguimos", diz o chefe da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa.

A polícia do Rio suspeita que a mulher do embaixador, Françoise de Souza Oliveira, 40, tenha planejado a morte dele. O amante dela, o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho, 29, confessou tê-lo matado. Segundo as investigações, ele convocou seu primo, Eduardo Moreira, 24, para ajudá-lo a se desfazer do corpo. Imagens de câmeras de segurança mostram os dois entrando e saindo da casa do embaixador na noite do seu desaparecimento. Investigadores acreditam que, ao deixar a casa, levavam no carro o corpo do embaixador.

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Os três suspeitos estão presos temporariamente.

Em depoimento à polícia, Françoise negou que tenha planejado o crime. Ela disse que tinha uma relação extraconjugal havia seis meses com o soldado da PM, e que foi ele o autor do crime. Segundo ela, ele não aprovava a relação dela com o marido. Disse ainda que sofria agressões físicas do embaixador.

Segundo as investigações, Kyriakos Amiridis foi morto na própria casa e, na sequência, seu corpo foi retirado do local pelo policial militar e levado no próprio carro alugado pelo embaixador a um local onde foi queimado junto com o veículo.

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Em depoimento, o policial militar negou que o ato tivesse sido premeditado e disse que foi resultado de uma luta corporal entre os dois.

A polícia diz não acreditar na versão de Françoise. O delegado responsável pelo caso, Evaristo Pontes, afirma ter provas do envolvimento dela, mas não divulgou quais são os indícios que a incriminam. Parte da suspeita tem base no depoimento do primo do soldado, Eduardo Moreira, 24, também preso temporariamente. A polícia o acusa de ter sido cúmplice do crime ao ajudar o primo PM a se desfazer do corpo do embaixador.

Em seu relato, Eduardo afirmou que Françoise havia oferecido R$ 80 mil para que ele participasse do assassinato, valor que seria pago 30 dias após o assassinato. Embora enfatize serem investigações preliminares, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido planejado pelo casal para que a viúva herdasse seus bens.

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DESAPARECIMENTO

O embaixador morava em Brasília, mas o casal mantinha um apartamento em Nova Iguaçu, cidade onde vivem os parentes de Françoise. O embaixador estava de férias no Rio até o próximo dia 9, quando deveria voltar ao trabalho na embaixada em Brasília.

Ele fora visto pela última vez na segunda-feira (26). Foi a própria viúva do embaixador que comunicou o sumiço do marido à Polícia Federal, dois dias depois. De imediato, a PF avaliou que o desaparecimento não tinha relação com a atividade diplomática de Amiridis no Brasil. Por isso, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que tem um setor específico para investigações de desaparecimentos.

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Na noite de quinta (29), um corpo foi encontrado dentro de um carro cuja placa era a mesma do veículo que havia sido alugado pelo diplomata. O veículo estava queimado, sob um viaduto, no bairro da Figueira, em Nova Iguaçu. Posteriormente, a polícia confirmou que o corpo era dele.

Na sexta (30), os três suspeitos foram ouvidos pela polícia, que pediu a prisão temporária, concedida pela Justiça na mesma noite.

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