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À polícia, mulher de embaixador grego negou ter planejado morte do marido

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Suspeita de planejar o assassinato do embaixador grego, Kyriakos Amiridis, sua mulher, Françoise Amiridis, 40, nega que tenha participado do crime.

Ela está presa temporariamente no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.

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Em depoimento à polícia, Françoise disse que tinha uma relação extraconjugal havia seis meses com o soldado da PM Sérgio Gomes Moreira Filho, 29, e que foi ele o autor do crime. A motivação, disse ela, teria sido ciúmes.

Em seu relato, ela disse, segundo a polícia, que não poderia ter evitado o crime. Afirmou que estava fora de casa no momento em que tudo aconteceu.

Segundo as investigações, Kyriakos Amiridis foi morto na própria casa e, na sequência, seu corpo foi retirado do local pelo policial militar e levado no próprio carro alugado pelo embaixador a um local onde foi queimado junto com o veículo.

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Segundo a polícia, ela disse que notou, no dia seguinte ao desaparecimento do embaixador, que o sofá do apartamento onde o casal estava hospedado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, estava molhado.

O sofá foi peça chave da investigação da polícia, pois os agentes encontraram nele manchas de sangue.

Segundo seu depoimento, ela então questionou o amante, que confessou ter matado o embaixador.

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De acordo com o delegado responsável pelo caso, Evaristo Pontes, o soldado da PM confessou ter matado o diplomata. Em depoimento, negou que o ato tivesse sido premeditado, e disse que foi resultado de uma luta corporal entre os dois.

Sérgio também está preso temporariamente na unidade prisional da PM, em Niterói.

O soldado está na Polícia Militar desde abril de 2012 e trabalhava na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Fallet/Fogueteiro. Ele será submetido a processo administrativo disciplinar e um conselho de revisão disciplinar decidirá por sua permanência ou exclusão da instituição.

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SUSPEITA

A polícia diz não acreditar na versão de Françoise. O delegado responsável pelo caso diz ter provas do envolvimento dela, mas não divulgou quais são os indícios que a incriminam.

Parte da suspeita tem base no depoimento do primo do soldado, Eduardo Moreira, 24, que também está preso temporariamente. A polícia o acusa de ter sido cúmplice do crime ao ajudar o primo a se desfazer do corpo do embaixador.

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Em seu relato, Eduardo afirmou que Françoise o havia oferecido R$ 80 mil para participar do assassinato, valor que seria pago trinta dias após a execução.

Embora enfatize serem investigações preliminares, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido planejado pelo casal para que a viúva herdasse seus bens.

Segundo o delegado, Françoise não tem defesa constituída ainda.

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DESAPARECIMENTO

O embaixador morava em Brasília, mas o casal mantinha um apartamento em Nova Iguaçu, cidade onde vivem os parentes de Françoise.

O embaixador estava de férias no Rio até o próximo dia 9, quando deveria voltar ao trabalho na embaixada em Brasília.

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Fora visto por último na segunda-feira (26). Foi a própria viúva do embaixador que comunicou o sumiço do marido à Polícia Federal, dois dias depois. De imediato, a PF avaliou que o desaparecimento não tinha relação com a atividade diplomática de Amiridis no Brasil. Por isso, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que tem um setor específico para investigações de desaparecimentos.

Na noite de quinta (29), um corpo foi encontrado dentro de um carro cuja placa é a mesma do veículo que havia sido alugado pelo diplomata. O veículo estava queimado, sob um viaduto, no bairro da Figueira, em Nova Iguaçu. Posteriormente, a polícia confirmou que o corpo era dele.

Na sexta (30), os três suspeitos foram ouvidos pela polícia, que pediu a prisão temporária, concedida pela Justiça na mesma noite.

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