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Reajuste esvazia bilhete mensal, diz secretário de Haddad

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ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário municipal de Transportes da gestão Fernando Haddad (PT), Jilmar Tatto, afirmou que a tendência é que o Bilhete Único Mensal acabe com o reajuste anunciado em conjunto pelo prefeito eleito João Doria (PSDB) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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O Bilhete Único Mensal, criado pelo atual prefeito Fernando Haddad (PT) em novembro de 2013 e sem reajuste desde então, aumentará de R$ 140 para R$ 190, variação de 35,7% -a inflação desde a implementação é de 26,6%. O tíquete mensal que integra ônibus e trilhos (metrô e trens da CPTM) passará de R$ 230 para R$ 300, aumento de 30,4%.

Com isso, os bilhetes temporais ficarão menos atrativos. A modalidade exclusiva de ônibus ou trilhos, por exemplo, vale a pena para quem faz ao menos 38 viagens. Com o reajuste, o mínimo ideal passa a ser 51 viagens.

"Vai diminuir muito o número de usuários. A tendência é que acabe", disse Tatto. Os bilhetes mensal, semanal e diário são uma das principais bandeiras de campanhas de Haddad.

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Para Tatto, com a mudança, a população fará menos viagens e deixará de usar o transporte público também para o lazer. "O objetivo é que a pessoa não usasse apenas o transporte para ir trabalhar."

Haddad iniciou essa modalidade de bilhete em 2013. Desde então, não houve reajuste para este tipo de bilhete, causando maior adesão à bandeira do petista -hoje, 6,25% das viagens são feitas por meio dos bilhetes temporais.

Tatto afirmou também que o reajuste na integração com trilhos (passará de R$ 5,92 para R$ 6,80) afastará a população do metrô e dos trens. "As pessoas vão deixar de fazer a integração com trilhos, e passarão a usar outros ônibus ou andar mais a pé para completar o trajeto".

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Na avaliação de técnicos da prefeitura, isso pode acarretar em aumento de viagens e, consequentemente, subsídios ao sistema de ônibus.

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