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ATUALIZADA - Polícia do Rio identifica corpo e pede prisão de mulher de embaixador grego

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a prisão da mulher do embaixador da Grécia no Brasil e de um policial militar.

O pedido feito à Justiça ocorreu nesta sexta-feira (30) após a polícia identificar que o corpo do diplomata Kyriakos Amiridis, 59, desaparecido havia quatro dias, é o mesmo que foi encontrado carbonizado nesta quinta-feira (29) dentro de um carro sob um viaduto em Nova Iguaçu.

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O caso ganhou repercussão internacional. Para a polícia, a viúva do diplomata, a brasileira Françoise Amiridis, e o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho são os principais suspeitos da morte do embaixador, segundo informou o telejornal RJTV, da TV Globo.

Françoise, de acordo com as investigações, mantinha uma relação extraconjugal com o policial. A motivação do crime seria passional.

Ainda segundo as investigações, Kyriakos Amiridis teria sido morto na própria casa e, na sequência, seu corpo teria sido retirado do local pelo PM e levado no carro alugado pelo embaixador ?o mesmo veículo que foi encontrado em chamas em Nova Iguaçu.

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A polícia ainda suspeita do envolvimento de mais duas pessoas no crime, que não tiveram a identidade revelada.

Françoise e Sérgio estão na DHPB (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense). Eles foram na manhã desta sexta-feira para o local prestar depoimento à polícia.

Foi a própria viúva do embaixador que comunicou o sumiço do marido à Polícia Federal. A PF avaliou que o desaparecimento não tinha relação com a atividade diplomática de Amiridis no Brasil. Por isso, o caso foi encaminhado à DHBF, que tem um setor específico para investigações de desaparecimentos.

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Procurado pela reportagem, o Ministério de Relações Exteriores disse que não comentará o assunto, e funcionários do Consulado da Grécia no Rio não deram informações sobre o paradeiro de Amiridis. A Embaixada da Grécia ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.

Apesar disso, dois funcionários da embaixada grega em Brasília, que pediram para não ter seus nomes publicados, informaram que a embaixada já acionou a polícia, o Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores da Grécia em busca de informações sobre o paradeiro do embaixador, que oficialmente estava de férias até o próximo dia 9, quando deveria voltar ao trabalho na embaixada em Brasília.

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Amiridis é um apaixonado pelo Rio e já foi cônsul na cidade de 2001 até 2004. Em janeiro deste ano, ele assumiu o posto em Brasília. Nas suas folgas, ele costuma passar alguns dias no Rio. Um dos funcionários da embaixada grega em Brasília confirmou que a mulher de Amiridis tem residência na capital fluminense.

O embaixador é formado em direito pela Universidade de Aristóteles em Tessalônica, na Grécia. Sua carreira diplomática começou em 1985. Antes de assumir o posto em Brasília, ele foi embaixador da Grécia na Líbia por quatro anos a partir de 2012.

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