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Rússia diz que sanções de Obama têm como objetivo prejudicar Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Rússia disse duvidar da efetividade das sanções aplicadas nesta quinta-feira (29) pelos EUA ao país pela suposta interferência na eleição presidencial americana, vencida pelo republicano Donald Trump.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin dará "uma resposta apropriada" às expulsões de 35 agentes, ao fechamento de instalações russas e às punições às agências de inteligência.

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"Estes passos deste governo americano que só tem mais três semanas de trabalho têm dois objetivos: prejudicar ainda mais os laços entre EUA e Rússia, da mesma forma que dar um golpe nos planos da próxima administração."

Peskov voltou a negar qualquer interferência do governo russo na votação. Segundo os americanos, os ciberataques e vazamentos de informações que prejudicaram a campanha da democrata Hillary Clinton foram ordenados por Moscou.

Mais cedo, o comissário da Chancelaria russa para Direitos Humanos, Konstantin Dolgov, considerou que as sanções são contraproducentes e devem prejudicar a recuperação das relações com Washington.

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O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, disse que as medidas são "os últimos espasmos de um cadáver político" e que esperará Trump se pronunciar.

SUCESSÃO

Donald Trump deu sinais de que pretende melhorar as relações com a Rússia e Putin. A expectativa é que, com isso, as sanções possam ser derrubadas para tentar reatar os laços combalidos.

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Segundo integrantes do governo, reverter a decisão seria desaconselhável, pois daria carta branca a Moscou para interferir por meio de ciberataques em pleitos em outros países, principalmente os europeus.

Trump ainda não comentou sobre a medida do atual mandatário. Na quarta (29), ele disse que os EUA "deveriam cuidar das suas vidas" ao ser perguntado sobre punições a Moscou pela suposta interferência nas eleições.

"Acho que os computadores complicaram muito as vidas. Toda a era dos computadores nos fez chegar a um ponto em que ninguém sabe exatamente o que está acontecendo", declarou, em seu resort na Flórida.

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O presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, ironizou a reação de Obama, dizendo as sanções vieram tarde e foram "uma forma apropriada de encerrar os oito anos de política fracassada com a Rússia".

"Isso serve de um exemplo claro da política externa ineficaz desta administração, que deixou a América mais fraca perante os olhos do mundo", afirmou o deputado republicano, em comunicado.

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