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Justiça da Argentina condena militante opositora a Macri por dano qualificado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira (28) a líder do movimento Tupac Amaru, Milagro Sala, a três anos de prisão por dano qualificado durante um protesto em 2009 na cidade de San Salvador de Jujuy.

A manifestação era um escrache ao então senador Gerardo Morales. Aliado do presidente Mauricio Macri e opositor a Sala, ele hoje governa a província de Jujuy e ordenou a prisão de sala em 16 de janeiro deste ano.

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Embora não tenha participado do protesto, ela é apontada como a mandante por liderar a Tupac Amaru. A advogada da militante, Elizabeth Gómez Alcorta, considera que faltam provas para incriminar Sala.

Por este crime ela cumpriria a pena em regime aberto. No entanto, Sala é acusada por desviar recursos públicos de Jujuy e nacionais no programa de habitação conduzido pela Tupac Amaru, motivo pelo qual foi presa.

Ela ainda é acusada de usar os programas habitacionais como curral eleitoral para os candidatos alinhados com seu movimento, incluindo a ex-presidente Cristina Kirchner. Sala nega qualquer acusação.

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"Nós educamos, recuperamos os jovens da cultura do trabalho e recuperamos milhares de jovens das drogas, da prostituição e dos roubos, mas hoje tudo voltou de novo", afirmou, criticando Morales e Macri.

"Esse foi o nosso pecado e não sinto como um pecado. Simplesmente queríamos igualdade em um país tão rico, onde há muito dinheiro e onde os empresários e os oligarcas voltaram a ficar com tudo."

POLÊMICA

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Apesar de a Justiça estar apurando seus crimes, Sala está em prisão preventiva desde janeiro. O período de quase um ano de detenção sem julgamento fez com que Macri enfrentasse a crítica de diversos países e organizações.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Alto Comissariado da ONU de Direitos Humanos pedem explicações a Macri pela detenção e a libertação imediata da militante social em novembro.

Em resposta, o presidente disse que os argentinos consideravam que Sala deveria estar presas devido a todos os processos abertos, mas também considerou que a informação sobre os delitos deveria ser explicitada ao mundo.

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