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Presidente da Argentina demite ministro da Fazenda e das Finanças

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente argentino, Mauricio Macri, demitiu nesta segunda-feira (26) o ministro da Fazenda e Finanças, Alfonso Prat-Gay, até então comandante da equipe econômica de seu governo.

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A pasta agora será dividida em duas, e Prat-Gay será substituído por Nicolas Dujovne, que será ministro da Fazenda, enquanto Luis Caputo assumirá a de Finanças.

Apesar de ser responsável pelos principais avanços dos primeiros meses da gestão Macri -fim das travas ao comércio exterior, a saída do "default", o fim do cerco ao dólar e o acordo com os chamados "fundos-abutre-, nos últimos tempos Prat-Gay vinha tendo diferenças com o presidente.

O principal entrave na relação entre ambos era o fato de Macri cobrar uma redução das taxas de inflação -atualmente em 40%- e uma retomada do crescimento (que foi negativo em 2016) e dos investimentos estrangeiros, que não vieram como a pasta havia planejado.

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Além disso, houve rusgas entre Prat-Gay e o presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger, por discordarem com relação às taxas de juros.

Quem deu a notícia da saída de Prat-Gay na manhã desta segunda (26) foi o chefe de gabinete, Marcos Peña, que agradeceu o ex-ministro pelos avanços alcançados, e afirmou que a decisão de Macri tinha a ver apenas com "uma visão de como organizar melhor o trabalho dentro do gabinete ministerial".

Nicolás Dujovne, que assumirá a pasta da Fazenda, será responsável por cuidar do orçamento nacional e manter a estabilidade das contas públicas.

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Especialista em macroeconomia, Dujovne passou por bancos privados, como o Galícia e o Citibank, e hoje possui sua própria consultoria, a Dujovne & Associados. Também é uma figura midiática local, sendo coapresentador de um programa de televisão, "Odisea Argentina", sobre política e economia, no canal "TN", pertencente ao Grupo Clarín, e mantém uma coluna no jornal "La Nación".

Luis Caputo já atuava na equipe de Finanças do governo -foi o braço-direito de Prat-Gay na negociação com os chamados "fundos-abutre" e goza de prestígio junto ao presidente. Antes de integrar o governo, esteve por mais de 30 anos atuando no mercado financeiro.

Prat-Gay é um dos economistas mais respeitados do país, tendo sido presidente do Banco Central durante as presidências de Eduardo Duhalde e Néstor Kirchner, e tendo estudado no exterior e feito carreira fora da Argentina.

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Logo que assumiu a pasta, manifestou certo desconforto pelo fato de que Macri sempre preferiu não ter apenas um homem-forte na área, e sim trabalhar com uma equipe econômica. Como nos primeiros meses as medidas de Prat-Gay surtiram o efeito desejado, ele manteve seu prestígio em alta.

Agora, que a gestão completa um ano com maus números na economia: crescimento de -1,8%, inflação de 40%, desaceleração industrial de 8%, aumento do endividamento externo do país e uma crescente inquietação da população devido aos aumentos constantes de preços e o crescimento do desemprego e da pobreza, Prat-Gay vinha perdendo prestígio.

"Temos novos desafios em 2017, e o presidente entende que esse é o melhor modo de organizar a equipe", disse Marcos Peña.

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