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ATUALIZADA - Autoridades confirmam que tunisiano é procurado por ataque em Berlim

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após liberarem dois suspeitos de ligação com o ataque a um mercado natalino em Berlim que deixou 12 mortos nesta segunda-feira (19), as autoridades alemãs agora procuram um tunisiano. O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, confirmou no fim da manhã a busca por um novo suspeito.

Autoridades do país afirmaram na tarde desta quarta que o suspeito se chama Anis Amri e tem 24 anos. Segundo a procuradoria, toda a polícia do país está ajudando nas procuras.

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A polícia alemã oferece uma recompensa de 100 mil euros (R$ 348 mil) pela prisão do suspeito. Ele é considerado "armado e perigoso".

Um documento distribuído pelos policiais diz que ele já usou seis identidades de três nacionalidades diferentes. Apesar de dizer que Anis Amri nasceu em Gaza, na Tunísia, o documento cita variantes do nome dele, além de nacionalidades egípcia e libanesa.

Stephan Mayer, deputado que trata de assuntos de segurança doméstica, afirmou que autoridades suspeitam que o responsável pelo ataque tenha ligações com extremistas islâmicos. Mayer disse que a carteira do homem foi encontrada no caminhão.

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O jornal alemão "Sueddeutsche Zeitung" afirmou mais cedo que o homem teria contato com Abu Walaa, ideólogo ligado a redes islâmicas.

Segundo os jornais "Bild" e "Allgemeine Zeitung", é conhecido por três nomes diferentes. O "Bild" afirma ainda que o tunisiano já era conhecido pela polícia como um indivíduo potencialmente perigoso.

O documento achado no caminhão é expedido para migrantes ao qual foi negado o pedido de asilo sem que, por isso, fosse expulso.

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A polícia alemã prendeu outro suspeito no início desta quarta-feira (21), mas o homem foi solto posteriormente, relatou a rede alemã RBB.

Na noite de terça-feira (20), as autoridades também libertaram um paquistanês postulante a asilo que foi preso no local do incidente pouco após o ataque. Oficiais alertaram que o agressor ainda está foragido e possivelmente armado.

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque nesta terça (20).

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Mesmo antes da reivindicação do Estado Islâmico, o governo alemão já vinha tratando esse caso como atentado.

A chanceler Angela Merkel visitou o local das mortes e afirmou que "ainda há muito que não sabemos com certeza o suficiente, mas precisamos supor que se trate de um ataque terrorista".

Um caminhão atropelou o público de um tradicional mercado natalino de Berlim na segunda-feira por volta das 20h do horário alemão (às 17h em Brasília).

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O ataque ocorreu entre barracas servindo vinho quente e salsichas, diante da igreja Kaiser Villhelm.

A polícia encontrou o cidadão polonês Lukasz Urban, 37, morto dentro do veículo, com evidências de facadas e tiros. Ele seria o motorista original do caminhão.

A empresa polonesa responsável pelo veiculo diz que Urban desapareceu durante a tarde de segunda-feira. O veículo teria sido roubado e utilizado no atentado.

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