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'Quero ser instrumento de paz', diz presidente da Colômbia ao ganhar 'Nobel católico'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Eu queria ser instrumento de paz" para a Colômbia, afirmou neste sábado (17) o presidente colombiano Juan Manuel Santos ao receber em Assis, centro da Itália, a "Lâmpada da paz de São Francisco", conhecida como o Nobel dos católicos. A cerimônia solene ocorreu na basílica Superior de São Francisco de Assis.

"Muitos dos que me acompanharam nesta tarefa também foram 'instrumentos de paz'. Que grande privilégio nesta vida!", disse o presidente colombiano, que dedicou o prêmio, como já havia feito no sábado passado em Oslo ao receber o Nobel da Paz, às vítimas e aos que "tendo feito a guerra estão dispostos a ser construtores de uma nova sociedade marcada pela convivência", disse.

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"Sei que a lâmpada me converte no 'embaixador mundial da paz' e a entendo como um símbolo que me compromete ainda mais, como pessoa e como católico, a trabalhar pela paz e reconciliação em meu país e no mundo", afirmou.

"Recebo esta honra e a missão que ela contém em nome daqueles que na Colômbia morreram pela paz; em nome das milhões de vítimas que hoje têm a esperança de ver cumpridos os seus direitos", completou.

Santos assinou com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) um acordo histórico de paz para acabar com mais de 50 anos de conflito.

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A visita de Santos a Assis é a última etapa da viagem à Itália e ao Vaticano, onde se reuniu na sexta-feira (16) com o papa Francisco e também com o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, opositor ferrenho dos acordos de paz, em uma inédita mediação do pontífice que, ao que parece, não teve resultados positivos.

IMPASSE

Político mais popular do país, Uribe liderou a campanha pelo "não" ao acordo com as Farc, que venceu o referendo com 50,2% dos votos.

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Santos, então, fez mudanças para agradar os críticos e se reuniu pela primeira vez com Uribe em seis anos. Ainda assim, não conseguiu o apoio do rival, que foi seu padrinho político no passado.

No encontro, o ex-presidente disse que as modificações deveriam ser submetidas a novo referendo. Santos quer aprová-las no Congresso, onde tem maioria.

A falta de acordo entre os dois após a reunião com Francisco foi lamentada por governistas e opositores.

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"Jamais deveríamos chegar a esse ponto porque deveríamos ter a maturidade política para sobrepor ódios e rancores", disse o deputado conservador Nicolás Echeverry.

"É a reafirmação do que se viu com um setor empenhado em tentar uma modificação impossível do acordo e sem vontade alguma de fazer um pacto", afirmou o senador esquerdista Iván Cepeda.

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