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Macri critica chavista e recrimina chanceler da Venezuela

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, respondeu nesta sexta-feira (16) ao número dois do chavismo, Diosdado Cabello, que o havia chamado de covarde pelo tratamento dado à chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em Buenos Aires.

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Em seu programa na TV venezuelana, Cabello disse que Macri deveria retirar o representante argentino em Caracas, Eduardo Porreti. "Que faça suas malas e que vá embora daqui. Seu governo é inimigo da pátria de Bolívar."

A Argentina está sem embaixador no país, e Porreti é o diplomata de maior escalão na embaixada em Caracas.

Nesta sexta, Macri disse em entrevista que "covarde é submeter um povo pela força e não deixá-lo se expressar".

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Na quarta (14), Rodríguez foi à capital argentina para participar da cúpula de chanceleres do Mercosul, apesar de a participação da Venezuela no bloco "ter sido cessada" há duas semanas.

Ela foi impedida pela colega argentina, Susana Malcorra, e em seguida tentou forçar a entrada na reunião, causando confusão entre a comitiva, manifestantes contrários a Macri e a polícia.

O governo venezuelano acusou no dia seguinte os policiais argentinos de terem ferido Rodríguez, algo que não se observou no local: a chanceler se despediu dos manifestantes e foi embora.

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Com relação ao episódio de Rodríguez, o argentino disse ainda que é "uma pequena anedota perto do problema maior, que é a pobreza, o abandono e o desrespeito aos direitos humanos que vêm ocorrendo na Venezuela."

Também recriminou a chanceler porque "uma pessoa não pode se convidar a um encontro" e criticou as imposições do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a população do país.

"Nós desejamos apenas que tudo isso acabe e que os venezuelanos possam finalmente decidir sobre o seu futuro", disse, depois de encontro com a presidente do Chile, Michelle Bachelet.

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A Argentina defende que se realize o referendo que revoga o mandato de Maduro, como quer a oposição venezuelana. A ideia da consulta, no entanto, perdeu força depois que a Justiça anulou parte das assinaturas necessárias para fazer a votação.

Isso atrasou o processo e impediu que o referendo pudesse se realizar antes de 10 de janeiro, quando vence o prazo para que se realizassem eleições diretas em caso de saída de Maduro. Agora, se a consulta for realizada, o vice-presidente assume o poder.

Também questionada sobre a cessação de participação da Venezuela no Mercosul, Bachelet disse que a questão não cabe ao Chile, que é membro associado. Porém, respeita a decisão dos integrantes permanentes.

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"Mostramos nossa preocupação e apoiamos a via do diálogo para um encerramento pacífico dessa situação."

Outro associado ao Mercosul, a Bolívia alinhou-se à Venezuela. O chanceler boliviano, David Choquehuanca, inclusive participou da confusão em Buenos Aires.

ALIANÇA DO PACÍFICO

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Ainda na tarde desta sexta, Macri e Bachelet também anunciaram ter tratado da Aliança do Pacífico durante a reunião bilateral.

Hoje, a Argentina é apenas um país observador do bloco formado por Chile, México, Peru e Colômbia. Mas, na entrevista, sugeriu-se que esse status pode mudar.

"Continuaremos trabalhando com o Mercosul e também avaliamos uma maior integração da Argentina à Aliança do Pacífico", disse Michelle Bachelet.

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Macri anunciou que, agora que seu país está na presidência do Mercosul, o plano é que se realize em breve um encontro para discutir a aproximação entre os dois blocos.

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