Governo sírio suspende operação de retirada de rebeldes e civis em Aleppo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças do regime sírio suspenderam nesta sexta-feira (16) a operação de retirada de milhares de civis e combatentes presos nas últimas zonas de Aleppo controladas pelos rebeldes, afirmou um oficial de segurança sírio.
"A operação de evacuação está suspensa porque os homens armados não respeitaram as condições do acordo", disse. A TV estatal síria afirmou que rebeldes quebraram o acordo ao tentar levar prisioneiros com eles durante a operação.
Por volta das 11h locais (7h de Brasília) foram ouvidos disparos e explosões na região de onde os ônibus e ambulâncias partiam. O comboio, então, abandonou o lugar.
MANIFESTAÇÕES
Um veículo de comunicação controlado pelo Hezbollah, aliado do governo da Síria, afirmou que manifestantes bloquearam uma rua que era usada para a retirada dos rebeldes e dos civis da cidade. Eles exigiam a que fossem removidas também pessoas de dois vilarejos na província síria de Idlib.
O Irã, também aliado dos sírios, havia ordenado que as vilas de Foua e Kefraya, cercadas por rebeldes, fossem incluídas no cessar-fogo que permitiu a retirada em Aleppo.
CESSAR-FOGO
Nesta quinta-feira (15), as primeiras pessoas deixaram os bairros rebeldes da cidade síria de Aleppo.
A TV pública síria mostrou imagens do comboio com cerca de 20 ônibus e dez ambulâncias, que transportavam principalmente feridos e seus parentes. Eles saíram da região em conflito após acordo em que os rebeldes entregarão ao governo o bolsão que dominam no leste da cidade.
Os últimos rebeldes entrincheirados no local seriam levados para Idlib, assim como de suas famílias, de acordo com o Exército da Rússia. Os russos são aliados ao regime sírio.
A queda de Aleppo constitui uma grande derrota para a rebelião síria, que havia conquistado a parte leste da capital econômica do país em 2012. As tropas do governo, com o apoio da aviação russa e de milícias libanesas, iraquianas e iranianas, derrotaram os em uma ofensiva fulminante de 30 dias, iniciada em 15 de novembro.
