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Justiça rejeita investigação da polícia sobre acidente com filho de Alckmin

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ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Estadual de São Paulo refutou a investigação da polícia sobre o acidente do helicóptero que matou o filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em abril de 2105 e, com aval da Justiça, continuará apurando o acidente por conta própria.

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Assim, nenhuma das cinco pessoas indiciadas no mês passado será acusada formalmente. Para a promotora Sandra Reimberg, não há provas suficientes para denunciar nenhum deles.

A Justiça mandou suspender o indiciamento de Felipe Silva Guimarães, por falso testemunho, e de Benedito Augusto Marcolino dos Santos, por fraude processual.

Além deles, três funcionários da empresa responsável pela manutenção são acusadas pela polícia de homicídio culposo (sem intenção de matar), José Carlos das Neves, Edson Makoto Ashida e Elson Dias Sterque Junior.

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De acordo com a investigação feita pela própria Promotoria, não é possível afirmar com certeza que realmente existiu o defeito apontado pelo IC (Instituto de Criminalística) como causa da queda.

Assim, não é possível dizer que eles são os responsáveis pelas mortes das cinco pessoas que ocupavam a aeronave, entre elas Thomaz Alckmin, 31, filho caçula do governador.

A conclusão da polícia foi que o helicóptero estava com dois componentes desconectados, fundamentais para que o piloto comandasse a aeronave, e o problema já acontecia no momento da decolagem.

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Mas, segundo técnicos ouvidos pelo Ministério Público, se a peça indicada pelo IC estivesse mesmo desconectada, provavelmente o helicóptero sequer levantaria voo, "não sendo provável que a desconexão apontada seja pré-existente à decolagem", diz trecho do pedido de arquivamento.

"Não há estudo técnico que aponte ser possível que a aeronave, com aqueles elementos desconectados, pudesse alçar voo como fez", diz a promotora.

Os técnicos consultados pela Promotoria indicam que o acidente pode estar ligado às pás da aeronave, o que não teria ligação com a empresa responsável pela manutenção.

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"Na investigação aberta pelo próprio Ministério Público, serão investigados os danos observados nas pás do rotor principal, a fim de verificar se há alguma falha e se foi fator contribuinte para a queda", disse a promotora.

O Ministério Público dará detalhes de seu pedido na manhã desta sexta (16).

ACIDENTE

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Além de Thomaz, morreram o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36 e Leandro Souza, 34.

Carlos e Paulo eram funcionários da Seripatri, proprietária do helicóptero, enquanto Erick e Leandro trabalhavam para a Helipark, empresa de manutenção de aeronaves. Segundo a Seripatri, o piloto tinha mais de 30 anos de experiência.

Thomaz estava na aeronave que caiu sobre uma residência dentro de um condomínio na estrada da Fazendinha, em uma área nobre de Carapicuíba. O helicóptero estava registrado em nome da Seripatri Participações, do empresário José Seripieri Junior, também dono da empresa Qualicorp, que administra planos de saúde coletivos.

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Ele era piloto de helicóptero e tinha duas filhas, uma de dez anos e uma com apenas um mês. Policiais que foram ao local reconheceram as tatuagens do corpo do jovem.

Thomaz trabalhava na rede de farmácias Farmaconde, de São José dos Campos. Ele era piloto do helicóptero da empresa, que estava em manutenção havia cerca de vinte dias no mesmo local que o aparelho acidentado.

Acabou aceitando voar na aeronave da Seripatri, como convidado dos tripulantes e dos mecânicos.

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Este helicóptero estava em fase de testes e revisão. Ele havia decolado de um heliponto em Carapicuíba e faria um voo experimental, retornando ao ponto de origem.

A aeronave é a de modelo EC 155 B1, fabricada pela Eurocopter France, prefixo PPLLS.

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