Senado da Itália dá voto de confiança a Paolo Gentiloni como premiê
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Senado da Itália deu nesta quarta-feira (14) o voto de confiança ao novo premiê, Paolo Gentiloni. Escolhido após a renúncia de Matteo Renzi, a previsão é que ele governe o país até maio de 2018.
Gentiloni recebeu 169 votos a favor e 99 contrários, um dia após ter sido respaldado pela Câmara por 368 a 105. Com a aprovação no Senado, ele consegue o aval definitivo para o cargo de premiê, três dias depois de ter sido apontado.
A aprovação acontece a tempo de ele participar da reunião do Conselho Europeu, nesta quinta (15), em Bruxelas. Gentiloni foi apontado depois que Renzi deixou o cargo pela derrota no referendo que alteraria a Constituição italiana.
Dentre as medidas, estavam a diminuição do Senado, que passaria a ter cem cadeiras em vez das 315 atuais, e a Casa não poderia mais aprovar novas leis, salvo casos como alterações na Constituição. A proposta foi rejeitada com 60% dos votos.
O resultado foi interpretado como uma rejeição ao próprio governo de Renzi, visto como incapaz de resolver os entraves na economia. O PIB (Produto Interno Bruto) italiano deverá crescer 0,8% neste ano.
Ministro das Relações Exteriores de Renzi e filiado ao Nova Democracia, partido do ex-premiê, Gentiloni prometeu recuperar a economia do sul da Itália e reconstruir a região afetada pela série de terremotos iniciada em agosto.
No campo político, seu principal objetivo é tentar aprovar a nova lei eleitoral. Porém, deverá encontrar a resistência de partidos radicais, como o Movimento Cinco Estrelas, de esquerda, e a Liga Norte, de extrema direita.
Os dois partidos criticaram principalmente a manutenção dos ministros do gabinete de Renzi. Ele apenas trocou os nomes entre as pastas -como Angelino Alfano, que passou à Chancelaria, cargo deixado por Gentiloni.
Outro nome criticado é Pier Paolo Padoan, atual ministro de Economia. Apontado por Renzi para tentar recuperar o crescimento econômico, ele deve manter a estratégia, considerada fracassada pela oposição.
