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Polícia Federal apura desvio de R$ 7,9 milhões de recursos de museu do ABC

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma investigação conduzida pela Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público apurou o desvio de ao menos R$ 7,9 milhões do dinheiro que seria destinado à construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador.

Parte dos recursos pertenciam à União, ao Fundo Nacional de Cultura e à Prefeitura de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Segundo anunciou a PF em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (13), o esquema envolvia pagamentos em duplicidade e superfaturamento.

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Oito pessoas foram presas, entras elas o secretário de Obras, Alfredo Luiz Buzzo, o sub-secretário de Obras, Sérgio Suster, e o secretário da Cultura, Osvaldo de Oliveira Neto, alvos de mandados de prisão temporária expedidos nesta manhã.

A 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo expediu ainda oito mandados de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão para serem cumpridos em São Paulo, Santos, São Bernardo do Campo e Barueri, além de outros que correm no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os mandados são cumpridos por 60 policiais federais e dez servidores da Controladoria-Geral da União.

A Polícia Federal apura desvio de recursos obtidos por meio de convênios do Ministério da Cultura com a prefeitura e via Lei Rouanet. Há, de acordo com os investigadores, indícios de superfaturamento, subcontratação ilegal de empresas sem licitação e projetos duplicados de captação de recursos.

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Concebido como um marco da gestão do prefeito Luiz Marinho (PT), o museu foi planejado para contar a história do trabalho e das greves do ABC paulista, que lançaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na política.

A obra, iniciada em 2012 e prevista para durar nove meses, recebeu mais de R$ 14 milhões de investimento do Ministério da Cultura, mas ainda não foi concluída.

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