Trump chama ex-governador Rick Perry para Departamento de Energia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (13) o ex-governador do Texas Rick Perry como seu secretário de Energia de seu governo. O convite é feito após os dois se reunirem na segunda (12) em Nova York.
Além da política energética, o departamento que Perry será secretário é responsável também pelo programa nuclear americano, incluindo o militar. As atividades atômicas compõem 60% de seu orçamento.
Dentre as atribuições, estão o controle do estoque de bombas nucleares e as agências de contraterrorismo nuclear e de não proliferação de armas atômicas.
Ele, que governou um dos principais Estados produtores de petróleo, é um grande apoiador do aumento da extração nos EUA. Isso é mais uma demonstração de que Trump adotará uma política energética mais poluente.
Além de Perry, o mandatário indicou para o Departamento de Estado o ex-executivo da petroleira Exxon Mobil Rex Tillerson e para a Agência de Proteção Ambiental Scott Pruitt, crítico das restrições pelas mudanças climáticas.
Diferentemente dos outros dois, o ex-governador não tem experiência na área energética ou nuclear, o que marca mais uma diferença de Trump em relação ao atual presidente, Obama -os dois titulares da pasta no governo do democrata são físicos.
IRONIA
Governador do Texas entre 2000 e 2015, Rick Perry foi pré-candidato republicano em 2012 e 2016. Nas duas vezes deixou a campanha em seu início, dando seu apoio a Mitt Romney e Trump, respectivamente.
No último pleito, fez diversas críticas ao empresário nos primeiros debates, chegando a chamá-lo de "câncer no conservadorismo". Porém, deu seu apoio ao eleito na reta final das prévias.
Ironicamente, Perry vai chefiar o departamento que queria extinguir se eleito em 2012. A intenção foi manifestada em um debate, com uma gafe -ele esqueceu o nome da pasta enquanto comentava sobre seus planos.
Nesta terça (13), Trump se reuniu com o cantor Kanye West. Ele, que ficou internado por uma semana após uma crise de estresse, havia declarado apoio ao presidente eleito logo após a eleição.
