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Após críticas, ONU desiste de usar Mulher-Maravilha em campanha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A batalha da Mulher-Maravilha na Organização das Nações Unidas (ONU) por igualdade de gênero acabou precocemente.

Apontada há quase dois meses como embaixadora honorária da ONU para o empoderamento de mulheres e meninas, a super-heroína das histórias em quadrinho foi cortada do cargo nesta terça-feira (13) após a indicação ter sido recebida negativamente.

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Os críticos da nomeação da Mulher-Maravilha dizem ser preocupante o fato de o organismo ter escolhido uma personagem "explicitamente sexualizada" para representar uma campanha pela prevenção da violência de gênero.

"Embora os criadores da Mulher-Maravilha possam ter buscado representar uma 'guerreira' forte e independente com uma mensagem feminista, a realidade é que a representação atual da personagem é de uma mulher branca, de seios grandes, com proporções impossíveis", afirma uma petição online assinada por quase 45 mil pessoas.

Em outubro, quando a presidente da DC Comics, editora que criou a Mulher-Maravilha em 1941, visitou a sede da ONU em Nova York para lançar a campanha que estrelaria a personagem ao longo de 2017, ela foi recebida com o protesto de dezenas de funcionários do organismo.

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Para os críticos da nomeação da super-heroína, a organização deveria dar o exemplo na luta pela igualdade de gêneros.

Recentemente, a ONU elegeu como secretário-geral o ex-premiê português António Guterres, frustrando as expectativas de que uma mulher seria indicada pela primeira vez para chefiar a instituição. Além disso, o organismo é alvo de acusações de abuso sexual cometido por membros de suas missões de paz.

A ONU não explicou os motivos que levaram à desistência da escolha da super-heroína. No passado, participaram temporariamente de campanhas da instituição personagens fictícios como o Ursinho Pooh, a Sininho do Peter Pan e os pássaros do jogo online "Angry Birds".

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A DC Comics diz que a Mulher-Maravilha luta por paz, justiça e igualdade e afirmou estar satisfeita com a visibilidade que a super-heroína trouxe para o combate à violência de gênero. Um longa-metragem sobre a personagem será lançado pela Warner Bros. em junho de 2017, sem ligação com a campanha da ONU.

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