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Secretário de Saúde de Doria promete zerar fila para exames em 3 meses

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O futuro secretário de Saúde de São Paulo, Wilson Pollara, prometeu nesta segunda-feira (12) zerar a fila de exames da rede municipal em até três meses com o "Corujão da Saúde", promessa do prefeito eleito João Doria (PSDB), que assume o cargo no próximo dia 1º.

Principal bandeira de campanha tucana na área da saúde, o programa prevê o uso de instalações da rede hospitalar privada das 20h às 8h para acabar com uma fila estimada em 417 mil exames. A próxima gestão estima gastar em torno de R$ 20 milhões, segundo Pollara.

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"O 'Corujão' tem começo e fim. O 'Corujão' vai ser por 90 dias. Porque nós acreditamos que em 90 dias nós vamos conseguir cumprir esse estoque de pacientes. E daí para frente nós esperamos que, com uma melhor gestão, a própria estrutura do SUS possa absorver essa necessidade de exames sem criar essas esperas absurdas", disse o futuro secretário, em reunião do Conselho Superior de Gestão de Saúde do Estado de São Paulo.

"Quando nós fomos estudar essa questão do 'Corujão', nós vimos que existia um local em que o paciente estava esperando três meses para fazer o exame, e o local ao lado tinha disponibilidade dentro do SUS", continuou.

O objetivo do prefeito eleito é ter uma rede de 50 hospitais privados no programa. De acordo com Pollara, instituições filantrópicas têm procurado a próxima gestão para fornecer exames, de modo que a prefeitura até pouparia dinheiro, que não teria que pagar pelo serviço nesses casos.

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Propostas para saúde do prefeito eleito João Doria

Como a Folha mostrou, a Santa Casa de São Paulo deverá ocupar papel central no programa, em acordo que será conveniente para ambos os lados. Primeiro, para a própria gestão Doria, porque conseguiria reduzir uma das principais críticas ao "corujão": o horário de atendimento.

Isso porque a Santa Casa tem capacidade para agendar atendimentos a partir das 14h, já que seus 1.300 procedimentos diários estão concentrados entre 7h e 14h -durante a campanha, Doria disse que os exames poderiam ser feitos de madrugada.

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No caso da Santa Casa, outro atrativo é a localização. O hospital fica na região central, próximo a terminais de ônibus e estação de metrô.

Além disso, o convênio será uma forma de o município ajudar financeiramente o hospital, que luta para manter as portas abertas e tem dívida estimada em R$ 800 milhões.

Uma ideia do risco que isso representa ocorreu em julho de 2014, quando os ex-administradores do hospital fecharam o pronto-socorro por um período de cerca de 30 horas.

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O valor do convênio, se confirmado, dependerá da quantidade e tipo de serviços contratados -a Santa Casa tem um leque superior a 35 tipos de exames e especialidades (de pediatria a geriatria).

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