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Trump fala em reaproximação com Taiwan, provocando reação de Pequim

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A China disse nesta segunda-feira (12) estar "gravemente preocupada" com as declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o possível restabelecimento das relações diplomáticas com Taiwan.

A chancelaria chinesa afirmou que, se Washington romper com o compromisso de quase quatro décadas com o regime de Pequim, "o saudável e estável crescimento da relação China-EUA, assim como a cooperação bilateral em grandes áreas estariam fora de questão".

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Em uma entrevista no domingo (11) ao canal Fox, Trump ameaçou deixar de lado o "princípio de uma única China".

"Não entendo por que temos que estar atados a essa política, a menos que consigamos um acordo com a China sobre outros temas, incluindo o comércio", disse Trump.

Alguns dias antes, o republicano havia rompido com a tradição diplomática ao conversar por telefone com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen.

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"A questão de Taiwan afeta a soberania e a integridade territorial da China", afirmou a chancelaria de Pequim. "Ela está ligada aos interesses fundamentais da China. O respeito do princípio de uma só China é a principal do desenvolvimento das relações China-EUA."

A todo país que deseja estabelecer relações diplomáticas com a China, Pequim exige o reconhecimento deste princípio. Isto impede qualquer independência formal de Taiwan, separada politicamente do continente desde 1949 e que Pequim deseja unificar com restante da China.

Os EUA deixaram de reconhecer Taiwan em 1979, passando a manter relações formais apenas com a China continental, governada pelo Partido Comunista.

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Um jornal chinês advertiu nesta segunda-feira o "ignorante" presidente eleito Donald Trump contra qualquer reconhecimento oficial americano a Taiwan.

"A política de uma só China não é negociável", adverte um artigo, sem o nome do autor, publicado no site do jornal nacionalista chinês "Global Times", que considera Trump "tão ignorante como uma criança" em termos de diplomacia.

Se o próximo presidente americano apoiar abertamente a independência de Taiwan e aumentar a venda de armas à ilha, Pequim poderia então passar a respaldar "forças hostis aos Estados Unidos", adverte o artigo.

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"Por quê não poderíamos respaldá-las ou vender armas secretamente?" questiona.

A aproximação com Taiwan faz parte da estratégia adotada por Trump para endurecer o tom com a China.

Na campanha eleitoral, o republicano prometeu taxar em 45% as importações chinesas e depois disse que isso era uma ameaça caso os chineses "não se comportassem". Stephen Moore, assessor econômico de Trump, disse que Taiwan é aliado dos EUA e que, se a China não gostar disso, "que vá se ferrar".

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