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Ministro de Renzi é escolhido para formar novo governo na Itália

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O chanceler Paolo Gentiloni foi designado neste domingo (11) para formar o próximo governo da Itália. A tarefa foi entregue pelo presidente Sergio Mattarella, após reunir-se durante a semana com líderes dos principais partidos.

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Caso forme seu gabinete, Gentiloni vai substituir o premiê Matteo Renzi, que renunciou ao cargo na quarta-feira (7) após seu referendo constitucional ser derrotado.

Se Gentiloni não for capaz de montar um governo, a tarefa pode ser repassada a outra pessoa pelo presidente.

A crise política italiana preocupa o restante do bloco europeu. Mas a troca de governos não é incomum no país. A Itália teve 63 governos nos últimos 70 anos.

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Gentiloni, 62, trabalhou como jornalista antes de entrar para a política. Do governista Partido Democrático (centro-esquerda), ele é aliado de Renzi. Ele esteve em Brasília e em São Paulo em novembro de 2015 durante uma visita institucional.

Não está claro se seu governo irá durar até o fim da legislatura, em 2018. Diversas forças políticas, incluindo o próprio Partido Democrático, pedem a antecipação das eleições para 2017.

A data, no entanto, é motivo de disputa. O Partido Democrático quer que o pleito seja realizado após a reforma da lei eleitoral, que pode ser concluída em janeiro.

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Partidos como o populista Cinco Estrelas e o xenófobo Liga Norte preferem que o voto ocorra antes da reforma, e o mais rápido possível.

A lei eleitoral vigente garante maioria parlamentar automática ao vencedor, o que poderia ajudar o Cinco Estrelas a controlar o Parlamento -por isso a urgência.

O Partido Democrático, que hoje tem a maioria no Parlamento, prefere que o sistema volte a ser proporcional, após essa reforma.

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O Cinco Estrelas e o Liga Norte criticaram, no domingo, a nomeação de Gentiloni.

REFERENDO

A renúncia de Renzi ao cargo de premiê foi motivada por sua derrota no domingo (4), quando quase 60% da população votou "não" no referendo que propunha uma reforma constitucional.

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Renzi queria diminuir o tamanho e as funções do Senado, reduzindo o número de senadores de 315 a 100. A Casa não poderia mais aprovar leis salvo casos como alterações na Constituição.

O voto foi entendido não apenas como uma rejeição à reforma constitucional, mas também como rejeição ao governo de Renzi, visto como incapaz de resolver os entraves à economia. O PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer 0,8% neste ano.

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