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CIA diz que Rússia atuou para ajudar vitória de Trump na eleição americana

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CIA concluiu que a Rússia interveio na eleição presidencial norte-americana de 2016 para ajudar o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, a alcançar a Casa Branca, e não só para minar a confiança no sistema eleitoral dos EUA, disse uma autoridade sênior norte-americana na sexta-feira (9).

Agências de inteligência dos EUA avaliou que à medida que a campanha presidencial de 2016 se desenhava, autoridades do governo russo prestaram crescente atenção em auxiliar os esforços de Donald Trump na conquista da eleição, disse autoridade norte-americana próxima à descoberta, sob condição de anonimato.

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Citando autoridades com entendimento do assunto, o "Washington Post" relatou que agências de inteligência identificaram indivíduos com ligações com o governo russo que providenciaram milhares de e-mails hackeados do Comitê Nacional Democrata e outros, incluindo do chefe da campanha presidencial de Hillary Clinton, ao WikiLeaks. À medida que a eleição se aproximava, hackers russos viraram quase toda a atenção para os democratas. Praticamente todos os e-mails que divulgaram publicamente poderiam fazer possíveis danos a Hillary e ao Partido Democrata.

Autoridades russas negaram todas as acusações de interferência na eleição dos EUA. Uma porta-voz da CIA disse que a agência não possuía comentários sobre a questão.

Em outubro, o governo dos Estados Unidos acusou formalmente a Rússia de uma campanha de ataques cibernéticos contra organizações do Partido Democrata antes das eleições presidenciais de 8 de novembro.

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O presidente Barack Obama disse que alertou o presidente russo, Vladimir Putin sobre as consequências dos ataques.

Trump disse não estar convencido de que a Rússia estaria por trás dos ataques cibernéticos.

INVESTIGAÇÃO

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Também na sexta, Obama pediu que agências de inteligência americanas investiguem ataques virtuais e intervenção estrangeira nas eleições. Um relatório deverá ser entregue a Obama antes que ele deixe a Casa Branca no dia 20 de janeiro, de acordo com a conselheira de segurança nacional Lisa Monaco.

A conselheira disse as repórteres que os resultados dos relatórios seriam compartilhados com deputados e outros.

"O presidente pediu à comunidade de inteligência que fizesse uma investigação completa do que aconteceu durante a eleição de 2016, e para reunir o que aprenderem com isso para repassar a uma ampla gama de interessados, entre eles o Congresso", disse Lisa durante evento da revista "Christian Science Monitor".

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Lisa disse que, quando ela trabalhava com o FBI (polícia federal americana), em 2008, a agência alertou as campanhas presidenciais de Obama e de John McCain de que a China teria infiltrado em seus respectivos sistemas.

"Vimos atividade maliciosa nos sistemas virtuais em 2008 e nesta última eleição", disse.

Em outubro, o governo americano acusou formalmente a Rússia de uma série de ataques virtuais contra o Partido Republicano, pouco antes das eleições em 8 de novembro.

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Obama afirmou que ele alertou o presidente russo, Vladmir Putin, das consequências dos ataques.

Questionada se a equipe de transição do presidente-eleito Donald Trump não estava suficientemente preocupada com a influência russa sobre a eleição ou sobre outras ameaças aos EUA, como surtos de doenças infecciosas, Lisa disse que era muito cedo para responder.

Como candidato, Trump elogiou Putin e convocou a Rússia para levantar e-mails de sua oponente, Hillary Clinton, do seu tempo como secretária de Estado do governo Obama.

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