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No Brasil, Kirchner critica Macri e diz que peronismo não criou ideal coletivo

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ANGELA BOLDRINI E DIEGO ZERBATO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em evento em São Paulo nesta sexta-feira (9), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner criticou o governo de seu sucessor, Maurício Macri, e afirmou que o peronismo não se manteve no poder por não ter conseguido levar o ideal de coletividade à sociedade argentina.

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"Não conseguimos criar consciência de que a melhoria do governo é nossa, mas coletiva, para que todos apoiem o Estado para fazer as políticas públicas".

A argentina participava, junto com a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, da conferência de abertura do seminário "Nossa América Nuestra", promovido pela Fundação Perseu Abramo.

Ela culpou a imprensa por ter separado as melhorias pessoais dos cidadãos das conquistas do governo. "Antes que existissem estes governos, eles não trabalhavam? Não se esforçavam?, disse. "Eles [a mídia] estigmatizaram as políticas sociais."

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Ela voltou a criticar o governo de seu sucessor, Maurício Macri. "Os que eram a melhor equipe econômica do país o endividaram para financiar gastos correntes", afirmou.

Segundo a ex-presidente, o atual mandatário quer se descolar da crise atual no país. "Quiseram criar a tormenta perfeita para dizer que a culpa era do governo anterior."

"Mas a blindagem midiática não pode ocultar as consequências do neoliberalismo."

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Kirchner também atacou o que chama de "regional de neoliberalismo" e afirmou que para "voltar a formar maioria", é preciso "resistir, mas também organizar-se".

"O neoliberalismo precisa de um índice de desemprego de dois dígitos e de regras trabalhistas mais leves para criar uma pressão sobre o mercado de trabalho".

Kirchner não fez comentários sobre o presidente brasileiro Michel Temer (PMDB) e tampouco sobre os processos que correm contra si na Argentina.

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ENCONTROS

Na quinta-feira (8), a ex-presidente encontrou-se com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, também em São Paulo.

Antes da viagem ao Brasil, ela havia criticado o governo argentino nas redes sociais, afirmando que por "'negligência' do Ministério da Defesa", sua equipe de segurança viajou desarmada.

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"Será de responsabilidade do governo nacional qualquer dano ou situação que possam sofrer a equipe de custódia ou a minha pessoa", disse, no Twitter.

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