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Barragem em PE corre risco de rompimento

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DANIEL CARVALHO E GUSTAVO URIBE

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Hoje vazia por causa da pior seca dos últimos 60 anos, a barragem de Jucazinho, em Surubim, agreste de Pernambuco, corre o risco de romper quando voltar a encher. Há rachaduras em sua estrutura.

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Segundo a reportagem apurou, o Ministério da Integração Nacional avalia que o rompimento da barragem pode inundar uma área do Recife, a 124 km de Surubim, afetando 3 milhões de pessoas.

No agreste, o período de chuvas intensas costuma ocorrer entre abril e maio.

Jucazinho é a maior barragem da região. O reservatório tem capacidade para acumular 327 milhões de m³ de água, mas está em colapso desde setembro. De acordo com Roberto Tavares, presidente da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), estatal que opera a barragem, Jucazinho atendia 800 mil pessoas em 15 municípios.

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Sem recarga de chuva há cinco anos, a companhia diminuiu o número de cidades atendidas. Hoje, 200 mil pessoas em sete desses municípios dependem de atendimento exclusivo de carros-pipa. As demais cidades passaram a ser atendidas por outros reservatórios.

"O sertão está com a mesma seca que o agreste, mas praticamente nenhuma cidade está em situação de colapso", disse Tavares.

As fissuras foram encontradas em inspeções feitas neste período de seca. "Realmente está precisando de recuperação", afirmou o presidente da companhia.

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O presidente Michel Temer (PMDB) deve anunciar a liberação de R$ 15 milhões sem licitação para obras emergenciais, na viagem que fará ao Nordeste nesta sexta-feira (9). Outros R$ 38 milhões serão liberados para outras obras na barragem, mas, desta vez, com processo de licitação.

Boatos de rompimento de barragem já causaram pânico no Recife duas vezes no passado. Em 1975, espalhou-se na cidade que o reservatório de Tapacurá, barragem construída dois anos antes na região metropolitana da capital de PE, havia estourado.

O pânico se instaurou na cidade: pessoas corriam sem rumo, subiam em árvores ou em altos edifícios, carros não respeitavam sinais de trânsito, comerciantes abandonaram lojas, bancos e escolas fecharam as portas.

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Em 2011, um novo boato, repetindo o caos 36 anos depois. O presidente da Compesa diz que sua preocupação é estar com a barragem pronta até o período de chuvas para que possa reter água para lidar com o período de seca.

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