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Em desafio à Rússia, UE isenta de vistos cidadãos de Ucrânia e Geórgia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A União Europeia (UE) decidiu nesta quinta-feira (8) autorizar a entrada de cidadãos da Ucrânia e da Geórgia sem a necessidade de vistos. A medida desafia os interesses da Rússia, que nos últimos anos se envolveu em conflitos armados naqueles dois países.

Os governos da Ucrânia e da Geórgia -antigas repúblicas soviéticas- comemoraram a decisão de Bruxelas. Eles veem nas iniciativas de aproximação à UE uma saída para se distanciar da esfera de influência do Kremlin.

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O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, saudou as "notícias animadoras" da UE. O chanceler da Geórgia, Mikheil Janelidze, afirmou que "a Geórgia é parte da Europa".

A Rússia apoia movimentos separatistas em uma guerra civil no leste da Ucrânia e, há dois anos, anexou do país a península da Crimeia. Em 2008, Moscou ordenou uma intervenção militar no norte da Geórgia.

As negociações para isentar de vistos os quase 50 milhões de ucranianos e georgianos enfrentavam a resistência de alguns líderes europeus, principalmente da França e da Alemanha, que têm sofrido pressões em seus países para pôr limites ao enorme fluxo de imigrantes e refugiados.

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Em 2015, mais de 1 milhão de pessoas, oriundas principalmente do norte da África e do Oriente Médio, cruzaram o Mediterrâneo em busca de asilo em países do bloco. A chegada de estrangeiros foi rechaçada por movimentos nacionalistas de extrema-direita, que vivem um momento de ascensão na Europa.

O presidente do Conselho Europeu (órgão executivo da UE), Donald Tusk, comemorou "o fim das disputas sobre o mecanismo de suspensão de vistos". Ele vinha alertando que a demora nas negociações poderia ameaçar a credibilidade do bloco.

Por conta de procedimentos burocráticos, a implementação do regime de livre ingresso de cidadãos da Ucrânia e da Geórgia pode se arrastar por semanas.

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Sob as novas regras, a Comissão Europeia ou uma maioria dos Estados membros da UE poderá suspender por nove meses a isenção de vistos para um país caso muitos cidadãos desse país prolonguem sua estadia no bloco sem autorização ou causem problemas.

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