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Exército sírio assume o controle de toda a área antiga de Aleppo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças do governo sírio assumiram o controle de toda a área antiga de Aleppo, após a retirada dos rebeldes, informou nesta quarta-feira (7) a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os combatentes rebeldes se retiraram das partes da área antiga que ainda controlavam depois que as tropas do regime de Bashar al-Assad reconquistaram os bairros vizinhos de Bab al-Hadid e Aqyul.

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"Recuaram pelo temor de um cerco na área antiga", explicou a ONG.

O exército sírio e seus aliados avançam rapidamente na parte leste de Aleppo e já controlam mais de 75% da área, três semanas depois do início de uma vasta ofensiva para reconquistar toda a cidade.

O regime controla no momento toda a parte ao leste da cidadela histórica.

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Durante a noite, o exército executou intensos bombardeios em áreas ainda controladas pelos rebeldes, como o bairro de Al-Zabdiya, segundo o OSDH.

Ao menos 15 pessoas, incluindo uma criança, morreram na terça-feira (6) na zona leste de Aleppo.

Três crianças também estavam entre as 11 pessoas mortas em ataques dos rebeldes nos bairros da zona oeste de Aleppo, controlados pelo governo.

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O OSDH informou que ao menos 80.000 pessoas fugiram do leste de Aleppo desde o início, em 15 de novembro, da ofensiva do regime sírio para reconquistar esta área controlada pelos rebeldes.

Os deslocados buscaram refúgio nos bairros controlados pelo governo na zona oeste da cidade e em áreas controladas pelas forças curdas, explicou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

O número não inclui as pessoas que seguiram para bairros ainda sob controle dos rebeldes.

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Rahmane afirmou que 250.000 pessoas moravam na zona leste de Aleppo antes do início da ofensiva do governo.

CESSAR-FOGO

Rebeldes sírios na cidade sitiada de Aleppo pediram por um cessar-fogo imediato de cinco dias, negociações sobre o futuro da localidade e a retirada segura de civis e feridos em um plano humanitário publicado nesta quarta-feira.

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Uma autoridade rebelde com base na Turquia disse à Reuters que o plano foi enviado a partes internacionais, que ainda devem responder.

O documento de "iniciativa humanitária" assinado em nome do Conselho de Liderança da Aleppo pede para que todas as partes envolvidas discutam o futuro da cidade quando a situação humanitária no setor controlado por rebeldes da cidade dividida for aliviada.

O documento também pede a retirada de cerca de 500 feridos em estado grave do leste de Aleppo sob a supervisão da ONU (Organização das Nações Unidas).

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Civis que queiram deixar o leste de Aleppo devem ser retirados para o norte de Aleppo, ao invés da província de Idlib, segundo o plano.

Combatentes e civis de áreas controladas por rebeldes ao redor da Síria foram com frequência transferidos para Idlib, controlada por rebeldes, sob acordos alcançados com o exército sírio. O documento diz, no entanto, que agora Idlib é muito perigosa por conta dos intensos ataques aéreos, bem como por ser incapaz de lidar com mais pessoas deslocadas.

O documento afirma que rebeldes em Aleppo irão dar suporte a qualquer iniciativa regional ou internacional de aliviar o sofrimento de seu povo, e repetiu sua prontidão em garantir a segurança das Nações Unidas e de organizações humanitárias que queiram realizar operações.

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ISRAEL

Também nesta quarta, vários mísseis israelenses caíram nos arredores da base militar de Mazzé, periferia de Damasco, capital síria, informou a agência oficial Sana.

"O inimigo israelense lançou vários mísseis terra-terra a partir dos territórios ocupados", afirmou a agência, citando uma fonte militar.

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A agência assegurou que o ataque provocou um incêndio, mas não mencionou vítimas.

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