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Trump fala com taiwanesa, o que pode gerar conflito com a China, diz jornal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com a presidente de Taiwan, Tsai Ying-wen, nesta sexta (2), o que pode azedar a relação americana com a China, segundo informou o jornal "Financial Times".

"A ligação telefônica, confirmada por três pessoas, é tida como a primeira entre um presidente ou um presidente eleito americano e um líder de Taiwan desde que as relações diplomáticas entre os dois foram cortadas em 1979", escreveu o jornal.

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O jornal diz que não esta claro se a ideia da equipe de Trump é, de fato, sinalizar uma mudança em relação a Taiwan, mas que, de toda forma, a ligação deve deixar a China furiosa.

"Os Estados Unidos adotam a política de apenas 'uma China' desde 1972, depois dos encontros entre [Richard] Nixon e Mao [Tse-tung], e em 1978 o presidente Jimmy Carter formalmente reconheceu Pequim como o único governo da China, com o fechamento da embaixada americana em Taipei no ano seguinte", descreve o "Financial Times".

A equipe de Trump não respondeu a pedidos de esclarecimento do jornal.

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Jornais locais de Taiwan também publicaram a informação de que uma ligação entre a taiwanesa e Trump estava agendada para a sexta (2).

"Segundo relatos, Trump concordou com a ligação, que foi organizada por integrantes de sua campanha que têm posição amigável em relação a Taiwan", escreveu o jornal "Taipei Times".

Durante sua campanha, Trump lançou provocações contra a China, como quando disse que o país é campeão em tirar vantagens dos EUA no comércio. Também deixou inseguros os governos do Japão e da Coreia do Sul, ao colocar em questão a ajuda militar na região. E, ainda, disse que sairia da Parceria Transpacífico (o TPP).

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A China, porém, não reagiu com a mesma animosidade até aqui.

Nesta sexta, antes de revelada a informação do telefonema com Taiwan, a agência estatal de notícias Xinhua deu destaque ao encontro entre o presidente Xi Jinping e Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos EUA -que também se encontrou com Trump após a eleição de 8 de novembro.

"O desenvolvimento histórico dos laços entre a China e os EUA desde o estabelecimento das relações diplomáticas mostrou que nossos interesses comuns superam com margem as diferenças", disse Xi, segundo a Xinhua.

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