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Ataque a tiros e bombardeios matam 45 pessoas em Aleppo, na Síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 21 civis morreram nesta quarta-feira (30) após um ataque a tiros a uma área em que estavam moradores que haviam saído de suas casas, em bairro de Aleppo, na Síria, controlado por rebeldes. Outros oito civis morreram em bombardeios em bairro controlado por forças do governo sírio a oeste da cidade, de acordo com a mídia estatal.

A Defesa Civil Síria, grupo que faz operações de busca e resgate no país, disse que 45 pessoas morreram nesta quarta.

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Duas crianças morreram nos bombardeios a oeste da cidade, segundo a mídia estatal síria, que culpou os rebeldes pelo ataque.

Moradores têm fugido de bairros a leste da cidade conforme as forças do governo sírio avançam e retomam áreas que eram controladas pelos rebeldes. Dezenas de milhares de pessoas deixaram suas casas em Aleppo nos últimos dias.

A Cruz Vermelha estima em 20 mil o número de civis deslocados em Aleppo, enquanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos fala em 50 mil. Estima-se que Aleppo tenha agora cerca de 250 mil habitantes.

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As forças do governo sírio retomaram boa parte do norte da cidade em uma campanha intensa que começou no sábado. Um representante dos rebeldes disse nesta quarta à agência Reuters que o grupo não vai se render ou sair de Aleppo.

O presidente do conselho municipal de Aleppo, Brita Hagi Hasan, pediu nesta quarta que sejam estabelecidos corredores humanitários para que os civis possam deixar a cidade.

Mikhail Bogdanov, vice-ministro da Rússia, país que apoia o governo sírio na guerra contra os rebeldes, disse nesta quarta esperar que a situação na Síria esteja "resolvida" até o final deste ano. A Rússia tem sido criticada internacionalmente por apoiar a ofensiva militar do governo do ditador Bashar al-Assad.

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A guerra civil na Síria já deixou mais de 300 mil mortos, dos quais mais de 40 mil neste ano, segundo estimativa do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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