EI assume responsabilidade por ataque a universidade dos EUA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A facção terrorista Estado Islâmico anunciou que foi responsável pelo ataque executado com automóvel e faca contra um campus em Ohio na segunda-feira (28). A informação foi divulgada nesta terça por uma agência de notícias ligada aos extremistas. O atentado deixou onze feridos.
"Um soldado do Estado Islâmico realizou o ataque no estado de Ohio e realizou a operação atendendo a um chamado para atacar cidadãos dos países que fazem parte da coalizão internacional", reportou a agência Amaq.
Identificado como um estudante universitário somali chamado Abdul Razak Ali Artan, o autor do ataque foi morto a tiros pela polícia depois do ataque, na segunda-feira.
Apesar do anúncio do EI, até agora investigadores não descobriram evidências fortes ligando Artan a outros militantes, células ou grupos conhecidos, afirmaram duas autoridades federais de segurança que não quiseram ser identificadas porque o inquérito está em andamento.
Segundo autoridades americanas, o autor do ataque pode ter seguido o mesmo caminho de autorradicalização que militantes de outros ataques do padrão "lobo solitário".
Investigadores estão examinando o histórico de Abdul Razak Ali Artan um dia depois de ele ter ferido onze pessoas no ataque no campus em Columbus onde ele era estudante. Ele foi morto a tiros momentos depois por um policial.
As ações de Artan seguem o chamado padrão "lobo solitário" de ataques militantes nos EUA, como o do atirador que matou 49 pessoas numa boate em Orlando, na Flórida, em junho, e o do homem que matou quatro fuzileiros e um marinheiro numa ação a tiros em Chattanooga, no Tennessee, no ano passado, disseram as autoridades.
Os agressores nesses dois ataques eram muçulmanos, assim como Artan, e foram mortos pela polícia.
Investigadores examinam uma mensagem que, acredita-se, foi publicada no Facebook por Artan e que contém declarações fortes a respeito de estar "farto e cansado" de ver muçulmanos mortos e de se aproximar de um "ponto de ebulição", disse uma fonte das forças de segurança.
Artan, que nasceu na Somália, era um residente legal e permanente dos EUA, que chegou no país em 2014, disse uma autoridade federal, que também pediu o anonimato.
