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Após depoimento de Luiza Brunet, Justiça adia julgamento para fevereiro

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GIBA BERGAMIM JR.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O julgamento do empresário Lírio Parisotto, acusado de agredir a modelo e atriz Luiza Brunet, foi remarcado para o próximo dia 13 de fevereiro.

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A audiência teve início na tarde desta terça-feira (29), mas foi encerrada pela juíza responsável pelo processo por causa da ausência de testemunhas de defesa.

Ouvida nesta tarde, a atriz que se emocionou durante o depoimento, de acordo com o Ministério Público Estadual.

A Promotoria denunciou Parisotto por lesões corporais grave e leve após denúncias de agressão feitas por Luiza Brunet.

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Segundo o Ministério Público, Parisotto infringiu a Lei Maria da Penha, que tornou mais rigorosas as punições para casos de violência doméstica.

Se condenado, o empresário pode cumprir até oito anos de prisão, de acordo com o promotor Carlos Bruno Gaya da Costa, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica.

Uma das agressões teria acontecido em Nova York, dias antes de a atriz prestar queixa à Polícia Civil de São Paulo. Porém, Costa diz que há provas de que Parisotto a agrediu em pelo mais uma ocasião.

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As lesões seriam uma fratura num dedo, além de hematomas no rosto e costelas quebradas. A defesa de Parisotto contesta a veracidade das lesões.

Em fevereiro do ano que vem, além de duas testemunhas que faltaram hoje, a Justiça ouvirá o empresário, que alega legítima defesa. O defensor dele dele busca provar que há inconsistências nas acusações.

O promotor diz que a defesa incluiu no processo conversas privadas por meio de aplicativos de mensagens de celular de Luiza com o ex-marido e familiares dela para tentar comprovar "desequilíbrio emocional" da vítima.

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"A gente, do Ministério Público, considera bastante covarde da parte dele [ex-marido] usar esse tipo de conversas que ele tinha com ela e outras pessoas para tentar fazer prova. É uma coisa bastante comum aqui na Vara de Violência Doméstica, em que sempre a mulher é tachada de louca. Os agressores, em regra, se valem da fragilidade emocional da vítima para perpetrar agressões e continuar o ciclo da violência", disse o promotor.

De acordo com ele, laudos periciais comprovaram lesões na vítima.

Já o advogado Celso Vilardi afirma que o processo tem contradições e inverdades. "Nós já tínhamos juntado textos de emails e mensagens de whatsaap e temos uma prova consistente. Ela confessa nos emails que bate nele", disse Vilardi.

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Segundo o defensor, as imagens de ferimentos no rosto e costelas apresentadas não condizem com as datas das agressões. "São contradições e mentiras que vão se agigantando", disse.

Questionado sobre declaração do promotor de que estaria tratando a vítima com desmerecimento, Vilardi reagiu.

"Não tem ninguém desmerecendo a vítima. Desde o o princípio do processo eu tenho tratado a senhora Luiza com o maior respeito. Até o meu cliente, no depoimento dele, diz que ela é uma mulher maravilhosa, quando ela está bem. Agora, não posso deixar de dizer que ela se descontrola porque ela é quem diz que se descontrola nos emails", disse Vilardi. Ele se refere a textos anexados ao processo em que ela admite supostas agressões verbais e físicas contra Parisotto.

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Sobre um ferimento no dedo acontecido em dezembro passado, o advogado diz que a atriz narra uma cena que não aconteceu.

"O Ministério Público, como fiscal da lei, tem que fazer com que as pessoas venham aqui e respeitem o Judiciário e falem a verdade. Não está acontecendo isso", disse Vilardi.

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