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Presidente do Inep exclui treineiros e certificado de conclusão de novo Enem

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Maria Inês Fini, apresentou nesta quinta-feira (24) um novo modelo do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que já pode começar a valer em 2017. Entre as principais propostas estão a exclusão de treineiros e o fim do certificado de conclusão do ensino médio.

Segundo Maria Inês, o Inep estuda formas de adequar o Enem à reforma do ensino médio, que prevê a flexibilização dessa etapa. As mudanças foram adiantadas na reunião do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação). O anúncio oficial do novo Enem será feito depois da segunda aplicação do exame, que será em 3 e 4 de dezembro.

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Por causa das ocupações em escolas e universidades e de problemas de infraestrutura, como falta de energia elétrica, o Inep adiou a prova de mais de 277 mil candidatos -3,2% do total de inscritos (8,6 milhões). O Enem de 3 e 4 de dezembro custará R$ 10,5 milhões ao governo.

TREINEIROS

De acordo com a presidente do Inep, os treineiros passarão a fazer um simulado nacional, aplicado em julho, antes do Enem. Atualmente, os treineiros fazem o exame na mesma data, mas não podem usar o resultado para ingressar no ensino superior.

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Maria Inês enfatiza que os direitos adquiridos pelos estudantes, de usar a nota para participar de seleção para o ensino superior público pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificado) e para concorrer a bolsas de estudo pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) serão mantidos no novo modelo.

"Todas essas demandas e rumos que a reforma do ensino médio mostram para nós têm sido a preocupação do Inep na modernização do Enem, que em momento algum fará agressão ao currículo e não agredirá os direitos adquiridos na concorrência de vagas do Sisu e das bolsas do ProUni", disse a presidente do Inep.

CERTIFICADO

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O novo modelo do Enem não servirá mais aos estudantes para obter certificado de conclusão do ensino médio. Atualmente, o participante precisaria alcançar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas e nota acima de 500 pontos na redação para conseguir o certificado -cerca de 11% dos inscritos conseguem esse resultado anualmente.

"O exame não foi preparado para fazer esse tipo de avaliação", disse a presidente do Inep. No ano passado, segundo ela, dos 990 mil candidatos que fizeram o Enem com essa finalidade, 74 mil obtiveram a certificação.

A intenção é que as certificações sejam concentradas no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) já aplicado atualmente no Brasil e no exterior. O Encceja pode ser usado para a certificação no nível de conclusão do ensino fundamental para quem tem no mínimo 15 anos completos, e do ensino médio, para aqueles com 18 anos ou mais.

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A ideia de retirar a certificação do ensino médio do Enem vem desde a gestão passada do Ministério da Educação ). O então ministro Aloizio Mercadante chegou a anunciar um novo exame voltado apenas para isso, que seria aplicado este ano. Isso não ocorreu.

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