Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Nova guarda do samba paulistano

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

VICTORIA AZEVEDO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é / É ruim da cabeça ou doente do pé", cantarola o músico Germano Mathias, 82. Veterano do gênero musical, o artista paulistano se apoia nos versos de Dorival Caymmi para afirmar que o samba sempre terá um público fiel e que ele "não vai morrer".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Para Osvaldinho da Cuíca, outro nome da velha guarda, o samba hoje é representado pelo que é feito nas comunidades e nos "botequins". "Sobrevive o tradicional, que é brasileiro, com o coração africano e as influências árabes."

Por outro lado, o som que vem agitando a cena contemporânea de São Paulo chama atenção justamente por não seguir à risca as tradições tão louvadas por Mathias.

"O samba não morre quando se mexe com ele, quando você lida como algo vivo", diz o músico Romulo Fróes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O que esses caras estão fazendo não tem comparativo, é uma coisa nova", diz o jornalista e escritor Lucas Nobile, referindo-se a nomes atuantes do cenário da capital paulista, como os músicos Douglas Germano e Rodrigo Campos.

"Eles respeitam toda a bagagem da música brasileira, mas fazem um som com a personalidade deles, dialogando diretamente com o nosso cotidiano", continua Nobile, autor do livro "Dona Ivone Lara: a Primeira-Dama do Samba" (ed. Sonora).

Rodrigo Campos, Juliana Amaral e Flora Poppovic (esta última do grupo Pitanga em Pé de Amora) se reuniram com a TV Folha para falar sobre samba e cantar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Além da capacidade de se reinventar, o samba nutre outras vertentes da música brasileira", diz Campos.

Ele acrescenta que o gênero tem particularidades em sua versão paulistana, que "já nasceu de uma reinterpretação". "Pegou o que estava sendo feito no Rio e releu de uma outra maneira."

Para os três músicos, esse diferencial do "sotaque" também se dá por uma qualidade poética e cronista que o paulistano carrega consigo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O samba é um fenômeno evidentemente urbano. E a relação que a gente tem com a nossa cidade é diferente da que os cariocas têm com a deles. Adoniran Barbosa, por exemplo, falou da mulher atropelada no semáforo, e não das belezas do morro", afirma a cantora Juliana Amaral.

O interesse pelo gênero extrapola a cena musical. A Ocupação Cartola, exposição no Itaú Cultural que homenageou o sambista carioca, reuniu 63 mil pessoas de 17 de setembro a 15 de novembro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV