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Polícia do Maranhão indicia assassino confesso de sobrinha-neta de Sarney

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Maranhão concluiu o inquérito e indiciou o empresário Lucas Porto, 37, por estupro e homicídio triplamente qualificado da cunhada Mariana Costa, 33, sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney, morta no último dia 13 em São Luís.

Porto confessou o crime à polícia dois dias depois do assassinato, segundo a secretaria.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a perícia no corpo da vítima mostrou lesões (inchaço na cabeça, marcas de esganadura e manchas nas pernas) que indicam que houve luta corporal.

Segundo a pasta, as investigações apontam que Mariana foi surpreendida enquanto dormia e que Lucas tentou eliminar os vestígios da cena do crime. "Após o crime, ele gastou tempo arrumando a cama e os lençóis para dar ideia de normalidade à cena, para dar ideia de suicídio ou outro motivo", disse o secretário de Segurança, Jefferson Portela, em nota.

Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por, segundo a secretaria, matar a vítima ser condições de defesa, pela motivação torpe e por tentar esconder o crime.

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Em depoimento à polícia, Porto disse que sentia "uma atração muito forte" pela cunhada e tentou abusar sexualmente da vítima no apartamento dela na tarde de domingo.

Segundo ele, Mariana resistiu ao ataque e houve luta corporal entre os dois, o que acabou resultando na morte dela por asfixia.

Nos primeiros depoimentos à polícia, o suspeito negou a autoria do crime. Contudo, acabou confessando após a divulgação de vídeos que o mostram deixando o apartamento da vítima na tarde do crime.

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Câmaras de segurança do prédio mostram que Porto esteve três vezes no apartamento de Mariana no dia em que ela foi morta.

Na primeira vez, ele foi deixar Mariana e as filhas dela em casa após uma confraternização.

Pouco tempo depois, ele retornou ao local, onde passou cerca de 40 minutos, e saiu apressado pelas escadas. No hall do prédio, fez uma ligação do seu telefone celular.

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Porto retornou ao apartamento ainda uma terceira vez, após ser informado por familiares da morte de Mariana, vestindo outra roupa.

A polícia informou que ele tinha marcas de arranhões no pulso, no peito e no rosto no momento em que foi detido. A ligação feita no hall de entrada do prédio havia sido apagada de seu telefone.

Mariana Costa era filha do ex-deputado estadual Sarney Neto.

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