Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

China se opõe a Donald Trump e se aproxima de países da América Latina

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JOHANNA NUBLAT, ENVIADA ESPECIAL

SANTIAGO, CHILE (FOLHAPRESS) - Enquanto o presidente eleito Donald Trump fala em fechar as fronteiras americanas, expulsar imigrantes e minimizar a presença do país em parcerias regionais, o líder chinês, Xi Jinping, desembarcou na América Latina com o discurso de compartilhar avanços e receber países em seu "trem expresso do desenvolvimento".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Xi iniciou na semana passada a terceira visita à América Latina desde sua posse em 2013. Na viagem, foi ao Equador e ao Peru -em Lima, participou da cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico)- e começou nesta terça (22) a viagem ao Chile, onde encerra a turnê.

"Todos os países são igualmente membros da comunidade internacional. O grande, forte e rico não deve intimidar o pequeno, fraco e pobre", disse o chinês nesta segunda-feira (21), durante visita a Lima.

Já em Santiago, Xi se encontrou com a presidente Michelle Bachelet e disse que entendimentos colocam em evidência a disposição de enfrentar juntos desafios "perante novas circunstâncias".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a Cúpula dos Meios de Comunicação da China e América Latina, promovida pelos chineses em Santiago, em paralelo à visita oficial, Xi disse que seu país pretende organizar um intercâmbio, na China, para jornalistas latino-americanos e do Caribe, o que pode beneficiar até 500 profissionais.

A mensagem levada por Xi pode não diferir do discurso padrão de um líder de Estado em viagem, mas não deixa de se mostrar uma contraposição às promessas raivosas e isolacionistas de Trump.

Na segunda (21), o republicano afirmou que, em seu primeiro dia de governo, vai retirar os Estados Unidos da Parceria Transpacífico, negociada por Barack Obama e vista como forma decisiva de influência americana no Pacífico, em contraposição aos chineses (que não estão incluídos na parceria e têm suas próprias ambições na região).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Greg Johnson, da Universidade de Valparaíso, a mensagem da China como alternativa aos EUA não virá de maneira explícita, apesar de os interesses chineses na região serem claros.

"Se o governo Trump se tornar o mais fechado do mundo, isso cria abertura para a China ter maior influência na região", afirmou.

E a forma como a abordagem dos chineses é feita, segundo Johnson, pretende evitar a imagem de potência neo-colonial, como acabou ocorrendo na África.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"É o momento de construir pontes, não muros. De abrir mercados, e não fechá-los" disse Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), durante o encontro de imprensa.

Ela afirma ainda que, mesmo levando em conta os altos investimentos chineses e o fluxo comercial, é preciso pensar que há várias alternativas a uma eventual retirada americana. "Devemos concentrar esforços para conseguir uma maior integração interna."

Na estada no Peru, Xi mencionou ainda mais "oportunidades" de verba chinesa para o mundo. Segundo a Xinhua, o presidente disse que a expectativa para os próximos cinco anos é investir US$ 750 bilhões no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VERBA ESTRATÉGICA

Evan Ellis, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos da US Army War College e especialista na relação entre os chineses e os latino-americanos, diz que, mesmo que os interesses da China fossem puramente econômicos, eles ainda devem ser vistos como estratégicos.

"O mais importante para os chineses agora é o crescimento continuado e a diversificação da economia, manter 1,35 bilhão de pessoas alimentadas", diz. "Na China, quando o império perde a bênção do céu, é quando a dinastia cai."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, afirma Ellis, para os chineses é relevante a manutenção da multipolaridade. "A sobrevivência e a prosperidade de países como o Equador, a Venezuela ou a Bolívia, que resistem ao modelo dos EUA, estão em seu interesse estratégico."

Para Ellis, o Equador é um caso emblemático do investimento chinês na região, já que fez um uso produtivo do capital chinês. "Relativamente ao tamanho de sua economia, é o país em que empresas chinesas e o financiamento mais penetraram."

Roberto Fendt, secretário-executivo do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China), diz que Trump criou para a China uma oportunidade "absolutamente incrível", mesmo que não cumpra inteiramente as difíceis promessas da campanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, independentemente do "efeito Trump", diz ele, a expectativa é de crescimento da presença chinesa na região e, particularmente, no Brasil (que tem o benefício da escala frente aos vizinhos).

"Difícil saber a intensidade, mas parece claro que a presença chinesa não vai diminuir nem estancar", afirma Fendt.

A jornalista viajou a convite da agência chinesa de notícias Xinhua

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV