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Obama e Putin se encontram durante reunião da Apec no Peru

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega americano, Barack Obama, encontraram-se brevemente neste domingo (20) em Lima à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

"Eles se cumprimentaram no início da reunião e conversaram brevemente", disse porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

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Os líderes das 21 economias da Apec iniciaram neste domingo seu último encontro com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, para discutir os desafios da economia global.

Sua reunião anual, que começou sexta-feira na capital peruana, terminará com a adoção de uma declaração final. Esta declaração vai reiterar o compromisso dos países de ambos os lados do Pacífico para continuar a sua integração econômica através da remoção de barreiras comerciais.

Obama encerrará em Lima sua última viagem oficial ao exterior de sua presidência de oito anos, com uma coletiva de imprensa após os acordos.

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PROTECIONISMO

Os países da região Ásia-Pacífico pretendem reafirmar a rejeição a todas as formas de de protecionismo, em oposição ao discurso anti-globalização promovido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

No projeto de declaração final, ao qual a AFP teve acesso, os líderes da Apec se compromete a "manter (nossa) abertura de mercados e a luta contra todas as formas de protecionismo", que fragiliza o comércio e "desacelera a recuperação da economia internacional".

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Os membros da Apec, beneficiados pela globalização, representam 60% do comércio mundial e 40% de sua população. Os países se comprometem ainda a não desvalorizar suas moedas com fins competitivos e a trabalhar pela criação a longo prazo de uma Área de Livre Comércio Ásia-Pacífico totalmente integrada.

Também devem expressar preocupação com "a crescente oposição à globalização" nos Estados Unidos e Europa e com "o surgimento de tendências protecionistas", ao mesmo tempo que pretendem ressaltar a necessidade de uma "distribuição mais justa dos benefícios" da globalização entre "todos os estratos da sociedade".

As posições são completamente diferentes das promessas de campanha de Donald Trump, que defendeu ante o eleitorado americano um maior protecionismo econômico para proteger os empregos nas indústrias contra a concorrência da China ou México, países com mão de obra mais barata.

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Em uma postura conciliadora, Obama pediu no sábado à comunidade internacional que dê uma oportunidade a seu sucessor, lembrando que nem sempre se governa como se prometeu em uma campanha.

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