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Obama e líderes europeus reforçam comprometimento com a Otan

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Reunidos em Berlim nesta sexta-feira (18), o presidente norte-americano Barack Obama e os principais líderes europeus reforçaram o seu comprometimento com a Otan (aliança militar ocidental).

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O assunto é especialmente relevante após a eleição de Donald Trump na semana passada. O republicano questionou em mais de uma ocasião o papel da Otan.

Obama estava reunido com a chanceler alemã Angela Merkel, a premiê britânica Theresa May, o premiê italiano Matteo Renzi, o premiê espanhol Mariano Rajoy e o presidente francês François Hollande. Após a reunião, ele viajou para o Peru.

Essa deve ser sua última viagem ao exterior como presidente dos Estados Unidos. Antes, ele esteve em Atenas.

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"Os líderes concordaram a respeito da necessidade de trabalhar coletivamente para avançar a agenda transatlântica, particularmente na estabilização do Oriente Médio e da África", segundo um comunicado da Casa Branca.

Eles também reafirmaram "a importância da cooperação contínua por meio de instituições multilaterais, incluindo a Otan", diz a nota.

DEFESA

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Trump pediu, durante a sua campanha, uma maior colaboração de Estados europeus para o orçamento da Otan. Essa é uma postura comum a Obama e Hillary Clinton, derrotada no pleito.

Mas a retórica do republicano é entendida como uma ameaça, na União Europeia, e como um risco ao tratado.

Trump questionou também a obrigação de os EUA defenderem um aliado no caso de um ataque russo. Esse é justamente um dos fundamentos da aliança militar.

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Ademais, Trump declarou sua admiração por Vladimir Putin, presidente da Rússia e, portanto, rival da Otan.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, afirmou nesta sexta-feira estar seguro de que Trump irá manter a liderança dos EUA na aliança. Ele disse planejar uma conversa com o presidente eleito por telefone para em breve.

COMÉRCIO

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Outro assunto debatido por Obama e os líderes europeus nesta semana foi o futuro das negociações por um acordo de comércio entre EUA e Europa, o chamado TTIP. Trump é hostil à ideia, defendida por Obama e Merkel em um artigo conjunto.

A chanceler alemã afirmou na quinta-feira que o acordo não deve ser concluído, agora, após a eleição de Trump. A expectativa é de que as tratativas sejam paralisadas.

Com o fim da Presidência de Obama, Merkel é considerada a herdeira de seu projeto político. Ambos concordam, por exemplo, sobre a necessidade de reforçar as relações transatlânticas.

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Ainda não está claro se a chanceler vai concorrer no ano que vem a um novo mandato. Ela acumula o cargo há 11 anos. Há uma coletiva de imprensa prevista para o domingo (20), com o possível anúncio da candidatura.

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