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Trump nega crise no processo de transição e ataca o "New York Times"

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Donald Trump buscou nesta quarta (16) eliminar a impressão de que há desordem generalizada no processo de composição de seu futuro governo, do qual até agora foram anunciados apenas dois nomes.

"[Um] processo muito organizado em andamento enquanto eu decido sobre o gabinete e muitas outras posições. Eu sou o único que sabe quem são os finalistas", escreveu o presidente eleito em sua conta no Twitter.

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Trump também criticou o jornal "The New York Times". "A matéria do falho @nytimes está totalmente errada sobre a transição. Ela está indo muito suave. E também tenho falado com muitos líderes estrangeiros. Tenho recebido e feito ligações para muitos líderes estrangeiros, apesar do que o falho @nytimes disse. Rússia, Reino Unido, China, Arábia Saudita, Japão, Austrália, Nova Zelândia e outros. Eu estou sempre disponível para eles. @nytimes está chateado que eles estão parecendo idiotas em sua cobertura sobre mim", postou nesta quarta (16).

Nos últimos dias, o grupo de transição tem enfrentado tensões. Na terça (15), o ex-deputado e ex-agente do FBI Mike Rogers, que há meses ocupava papel central em assuntos de segurança na transição, pediu demissão abruptamente.

Na sexta, o vice de Trump, Mike Pence, assumiu o comando da transição, antes a cargo de Chris Christie, governador de Nova Jersey.

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A lei americana não estabelece um prazo para que um presidente eleito divulgue os nomes que farão parte de seu gabinete, embora as nomeações dos cargos principais costumem ser rápidas, para passar ao país uma imagem de tranquilidade.

O empresário também negou que tenha pedido acesso a assuntos de segurança nacional para seus filhos.

Uma semana após ser eleito, Trump anunciou apenas que Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, será seu chefe de gabinete e que Steve Bannon será o chefe de estratégia e principal assessor da Casa Branca.

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A nomeação de Bannon, considerado um representante da ultra direita dos EUA, gerou polêmica no país.

O país aguarda alguma pista sobre quem ficará a frente do Departamento de Estado, peça-chave porque representa a política externa da Casa Branca.

Para a posição, estavam cotados os nomes do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, do ultraconservador John Bolton, um dos idealizadores da invasão do Iraque, e o senador republicano Bob Corker.

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