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Bombardeios matam 20 em Aleppo; Assad diz ver Trump como aliado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ataques aéreos do regime sírio nas áreas controladas por rebeldes em Aleppo deixaram ao menos 20 civis mortos nesta quarta-feira (16), um dia após a retomada da campanha de bombardeios sobre a cidade.

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediada em Londres, ao menos cinco crianças e um socorrista morreram nos bombardeios. Alguns dos ataques foram realizados próximos a um hospital infantil e a uma escola.

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A Força Aérea da Síria retomou nesta terça (15) os bombardeios sobre Aleppo, quase um mês depois do anúncio de um cessar-fogo unilateral patrocinado pela Rússia, aliada do regime do ditador Bashar al-Assad.

O Kremlin afirmou nesta quarta que sua aviação ainda não participa da nova leva de bombardeios em Aleppo. Outras posições de rebeldes no país, contudo, têm sido atacadas por jatos russos em uma grande ofensiva desde terça. Moscou e Damasco organizam uma grande ofensiva militar para derrotar rebeldes na Síria.

Aleppo é um bastião de grupos armados que lutam pela deposição de Assad. Há meses, forças leais a Damasco mantêm um cerco à parte leste da cidade, controlada pelos rebeldes -o regime sírio considera que todos eles, inclusive alguns grupos apoiados pelo Ocidente, sejam terroristas.

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A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que 275 mil pessoas estejam sitiadas em Aleppo, dentre as quais cerca de 8.000 rebeldes. Centenas de civis morreram em confrontos e bombardeios na cidade.

TRUMP

O ditador Assad disse nesta terça à emissora portuguesa RTP que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá ser um "aliado natural" caso sejam "genuínas" suas intenções de combater o terrorismo na Síria.

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A eleição do republicano pode marcar um giro da política americana para a guerra na Síria. Durante o governo de Barack Obama, o serviço secreto americano apoiou e treinou facções rebeldes.

Por outro lado, Trump sinalizou na campanha eleitoral que não se importaria com a manutenção de Assad no poder na Síria, apesar do repúdio da comunidade internacional ao regime de Damasco por sua campanha de violência contra rebeldes armados e civis.

Segundo o magnata nova-iorquino, a deposição de Assad poderia levar ao poder alguém "pior" que o ditador.

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Além disso, Trump estabeleceu como prioridade de sua política externa o combate ao terrorismo, o que poderia levar a uma escalada da participação militar dos EUA na Síria na luta contra o Estado Islâmico (EI). Contrária ao regime de Assad, essa organização terrorista controla grandes porções do território sírio e do vizinho Iraque.

A guerra civil na Síria se arrasta por quase seis anos e já deixou mais de 400 mil mortos.

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