Sting reabre Bataclan com tributo a mortos
DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - O Bataclan rejeitou, neste sábado (12), o terror. Um ano após o massacre que deixou 90 mortos entre seu público, essa tradicional casa de espetáculos em Paris foi reinaugurada com uma emotiva apresentação de Sting.
O músico britânico iniciou seu concerto às 21h (18h em Brasília) pedindo um minuto de silêncio em homenagem às vítimas e cantando, em seguida, sobre "quão frágeis nós somos".
O espetáculo também rejeitou a associação entre o atentado , o mundo árabe e o islã. Sting cantou, na metade de sua apresentação, a música "Inshallah" (termo em árabe traduzido como "oxalá" em português).
Na plateia, Xavier Judge, 37, disse não se preocupar com um novo ataque coincidindo com o aniversário do massacre. Havia do lado de fora duas camadas de revista policial, e carros não podiam circular na rua diante da casa de shows.
"É importante celebrarmos a vida e dizermos 'não' ao terror", afirmou à Folha de S.Paulo. A plateia acompanhou Sting com palmas, em um ambiente de celebração.
EPISÓDIO
O atentado ocorreu em 13 de novembro de 2015 durante apresentação da banda americana Eagles of Death Metal. Homens armados entraram e dispararam contra o público. Houve outros ataques em Paris no mesmo dia. No total, 130 pessoas morreram. O país está ainda hoje sob estado de emergência.
Os ingressos para a apresentação de Sting foram vendidos durante a terça (8) e acabaram em minutos. Uma associação de apoio a vítimas afirmou à reportagem que tíquetes foram distribuídos a sobreviventes e familiares.
A arrecadação do show será doada a instituições de caridade relacionadas às vítimas, parte delas ainda hospitalizadas ou sob acompanhamento psicológico. O Bataclan foi reformado durante o último ano "para que não sobrasse nada da noite de absoluto terror".
