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Guarda confessou participação na chacina de jovens, diz governo de SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Mágino Alves Barbosa Filho, disse nesta sexta-feira (11) que guarda municipal Rodrigo Gonçalves Oliveira confessou participação na chacina de cinco jovens na zona leste de São Paulo.

"Ele admitiu sua participação no crime", disse em entrevista o secretário, que afirmou que as cápsulas de .40 foram jogadas no local para desviar os rumos da investigação.

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O secretário afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos, mas que estava certo em defender os policiais militares. "Tirar conclusão antecipada não é a melhor saída", disse.

O agente teve decretada sua prisão temporária por 30 dias. O guarda preso, segundo policiais, confessou envolvimento na elaboração dos perfis falsos das garotas em rede social, mas não no assassinato dos jovens.

A suspeita da polícia é que os perfis falsos na rede social eram para atrair os rapazes para uma suposta festa, como emboscada para que fossem atacados. Quatro dos cinco jovens, com idades entre 16 e 30 anos, acumulavam, juntos, 29 registros de passagem pela polícia -por atos infracionais (quando menores de idade) ou por suspeita de crimes quando já eram maiores.

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Os jovens desapareceram em 21 de outubro, no caminho da suposta festa. Os corpos foram achados no último domingo (6) numa área rural em Mogi das Cruzes (Grande SP) -a identificação de quatro deles já tinha sido confirmada nesta quinta.

O guarda municipal de Santo André que foi preso também é instrutor de tiros e colega de corporação do agente Rodrigo Lopes Sabino, 30, assassinado em um roubo em 24 de setembro, quando chegava em casa, no Jardim Santa Maria, próximo de onde moravam as vítimas da chacina.

Um dos cinco rapazes atacados, Caíque Machado Silva, 18, havia sido incluído na lista de suspeitos de envolvimento no assassinato do guarda. A suspeita, portanto, é que os jovens possam ter sido mortos por guardas como retaliação ao assassinato do agente.

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Os perfis das garotas com quem os rapazes se encontrariam foram apagados depois do crime -levantando a hipótese de que poderia se tratar de uma emboscada.

A suspeita do DHPP (departamento de homicídios) sobre a ligação da morte do guarda com a chacina foi reforçada pela munição encontrada nos corpos: projéteis de calibres 38 e 12, que são usados por guardas municipais do país.

A guarda de Santo André tem 31 anos de existência e um efetivo com 601 agentes. A prefeitura local afirma que a Corregedoria da corporação está acompanhando "a investigação do suposto envolvimento de guardas com as mortes" dos cinco rapazes. Segundo ela, Sabino tinha cinco anos de serviço e fazia parte do corpo de escolta da cúpula da prefeitura.

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