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Vitória de Trump dá força a Bolsonaro, diz movimento brasileiro

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JOHANNA NUBLAT

SAO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Tchau, querida!", "a brincadeira acabou: Dilma americana vai pra cadeia", postou no Facebook por volta das 4h desta quarta (9), seguido de uma foto de Hillary Clinton atrás das grades, o movimento brasileiro Juntos pelo Brasil, um dos organizadores em outubro de um ato na avenida Paulista em apoio ao republicano Donald Trump.

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"O glorioso líder venceu, a gente já esperava", diz Dennis Heiderich, 25, um dos organizadores do ato. "Era muito claro que essas pesquisas que mostravam ele perdendo eram manipuladas. A mídia fez campanha aberta para Hillary", afirma.

"Elas também indicavam que o 'brexit' não ia acontecer, que o impeachment da Dilma era inviável. E veja só. Era só ver, pelas redes sociais, as mobilizações por Trump."

Heiderich diz acreditar que o republicano vai conseguir unir os Estados Unidos (que ele não vê tão dividido como a imprensa americana pintou), mesmo após uma campanha tão raivosa. "Os Estados Unidos são uma democracia consolidada. Eles entendem que a maioria vence."

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Protestos da madrugada contra Trump, em ruas americanas, não desanimam o apoiador brasileiro, que aposta que os atos de vandalismo vieram de "imigrante ilegal, traficante ou terrorista, que são os inimigos declarados [de Trump]". "E [inimigos] do povo americano, que votou no Trump por concordar com as propostas dele", disse à reportagem.

ONDA CONSERVADORA

O movimento aposta na continuidade da "corrente conservadora" pelo mundo. Na página do Facebook, também há apoio ao presidente argentino, Mauricio Macri, e ao deputado federal brasileiro Jair Bolsonaro (PSC-RJ) -que querem ver no Palácio do Planalto em 2019.

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"Em 2018 é a nossa vez de endireitar!", diz outro dos posts da madrugada, seguido de uma foto de Trump com Bolsonaro e a frase "em 2018, vamos dobrar a meta!".

"Todos os movimentos que apoiam o Jair ganham uma força a mais [com a vitória nos EUA], para não se deixar desanimar. Sempre apontamos para essas falhas da imprensa, manipulação das pesquisas", critica.

"Quando começar a propaganda presidencial do Jair, a maioria do povo vai se identificar com as propostas dele, porque o povo é conservador no Brasil. [A vitória de Trump] dá um fôlego para a gente, é só se espelhar nos Estados Unidos e ver."

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Frente à vitória do republicano, o grupo está discutindo uma celebração no final de semana, mas apenas entre os grupos que se organizaram para apoiar Trump. No ato na Paulista, no final de outubro, houve confronto físico entre integrantes do ato pró-Trump e manifestantes anarquistas que apareceram para criticar o candidato.

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