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ATUALIZADA - Em telegrama a Trump, Temer diz querer estreitar laços com os EUA

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GUSTAVO URIBE E VALDO CRUZ

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em telegrama enviado ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Michel Temer desejou "pleno êxito" ao republicano e disse estar certo de que os dois países trabalharão juntos para estreitar "os laços de amizade e cooperação".

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Na mensagem, enviada no final da manhã desta quarta-feira (9), o peemedebista ressaltou que o Brasil e os EUA são "duas grandes democracias que compartilham valores e mantêm, historicamente, fortes relações nos mais diferentes domínios".

"Estou certo de que trabalharemos, juntos, para estreitar ainda mais os laços de amizade e cooperação que unem nossos povos", disse.

O presidente brasileiro acompanhou na madrugada desta quarta a apuração da eleição americana. Em entrevistas a rádios, após a divulgação do resultado, ele disse que que a relação com os Estados Unidos "não muda em nada" com a vitória do republicano.

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"Eu tenho certeza que não muda nada a relação Brasil e Estados Unidos", afirmou. "A relação do Brasil e Estados Unidos, assim como os demais países, é institucional, ou seja, de Estado para Estado", acrescentou.

O peemedebista disse ainda que ambos os países têm uma tradição democrática e que o republicano fará um governo para todos os cidadãos americanos.

"É claro que o novo presidente que assume terá que levar em conta as aspirações de todo o povo norte-americano. E eu tenho certeza que lá as coisas irão muito bem", disse.

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O presidente brasileiro disse a assessores confiar nas "fortes relações institucionais entre os dois países", acreditando que este "bom relacionamento" prosseguirá com Trump no comando dos Estados Unidos.

A equipe do presidente Temer tinha uma preferência pela eleição da democrata Hillary Clinton, por avaliar que Trump é muito imprevisível e pode gerar constantes turbulências na economia mundial.

A fala dele logo após a vitória, porém, foi vista por assessores presidenciais como um indicativo de que, à frente do governo, Trump pode mudar de estilo.

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