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Eleito presidente, Trump suaviza o tom, elogia Hillary e pede união

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MARCELO NINIO, ENVIADO ESPECIAL, E ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Em seu primeiro discurso como presidente eleito dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump deixou de lado a retórica agressiva que marcou sua campanha e pediu união aos americanos.

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Também mudou de tom em relação a sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, que ligou para ele e reconheceu a derrota.

"Acabei de receber uma ligação da secretária Hillary Clinton. Ela me parabenizou por nossa vitória e eu a parabenizei por uma campanha dura. Nós temos uma dívida com ela por seu serviço ao país", disse Trump ao lado da família em sua festa da vitória, em um hotel de Nova York.

Do lado de fora do auditório, um grupo de admiradores não parecia ter virado a página da campanha agressiva de Trump, gritando um dos bordões mais repetidos nos comícios do bilionário em defesa da prisão de Hillary: "Tranquem-na!".

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O apelo à união deve encontrar grande resistência de parte do público americano, após uma das campanhas presidenciais mais sujas e polarizadas da história dos EUA. Mais de 60% dos eleitores não consideram que ele tem o temperamento para ser presidente, segundo pesquisas.

Nesta quinta-feira (10) ele tem um encontro marcado com o presidente Barack Obama, que também foi alvo de seguidos ataques durante sua campanha.

"Temos que curar as feridas de nossas divisões. É hora de nos unirmos", disse Trump, que foi criticado por ter aumentado a polarização no país com sua retórica agressiva ao longo da campanha. "É hora de nos unirmos. Para os que não me apoiaram, e houve alguns, eu peço sua orientação e ajuda".

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Primeiro presidente eleito na história dos EUA sem nenhuma experiência no governo, Trump prometeu chamar "os melhores e mais brilhantes" para trabalhar a seu lado. Também suavizou o discurso voltado a outros países, que durante a campanha foi caracterizado por protecionismo e isolacionismo. E omitiu suas propostas mais polêmicas, como a construção de um muro na fronteira com o México, a deportação de todos os imigrantes ilegais e a proibição de entrada de muçulmanos no país.

"Vamos colocar sempre os interesses da América em primeiro lugar, mas vamos lidar de maneira justa com todos. Todas as pessoas e todas as nações", afirmou.

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