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Bares na Califórnia dão bebida de graça para quem votou

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FERNANDA EZABELLA

LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) - Na Califórnia, onde não existe Lei Seca no dia de votação, os eleitores puderam comemorar (ou afogar as lágrimas) nos bares que abriram suas portas e ligaram suas TVs para acompanhar a apuração dos votos ao vivo.

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Para chamar a clientela engajada, muitos fizeram uma promoção especial: quem aparecesse com o selinho de "Eu Votei", ganhava drinques ou batata frita de graça.

No restaurante Taste on Melrose, as TVs do bar começaram a passar o noticiário às 11h (17h em Brasília). Quem foi almoçar com o selinho, ganhou uma taça de espumante. Já o bar Detour, em Culver City, dava boas-vindas aos eleitos com shots de vodka azul ou vermelho, cores dos partidos Democrata e Republicano.

Na cidade praiana de Santa Monica, o bar Independence vendia cerveja com desconto e preparou drinques diferentes para a ocasião. "Bad Hombre", como Trump chamou imigrantes ilegais, era um coquetel com tequila, enquanto "Nasty Woman", como Trump chamou Hillary Clinton num debate, era um coquete de vodka.

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O Big Bar, no bairro residencial de Los Feliz, tinha planos mais ambiciosos para sua noite de bebedeira. A cada resultado de um Estado, o barman Tobin Shea faria um drink histórico da região, com um porta copos da cor do partido vitorioso. Quem conseguisse terminar a apuração de pé, diz Tobin, seria o verdadeiro vencedor.

Mas nem só de álcool viveram os eleitores festeiros de Los Angeles. No hotel Standard Hollywood, um show de pole dance político das Golden Girls Burlesque estava agendado para quando as urnas fechassem no Estado, às 20h. No bairro gay da cidade, West Hollywood, um bar-restaurante recebeu evento da Human Rights Campaign às 16h. Desta vez não havia dançarinos seminus nos poles, e sim muitos fãs de Hillary e um telão passando noticiário.

Para os eleitores em favor da legalização do uso recreativo da maconha na Califórnia, um evento chamado "Festa Eleitoral do Fim da Proibição", com ingressos de US$ 25 a US$ 50 (R$ 80 a R$ 160), reuniu marcas e profissionais do mercado, com distribuição de amostras e aperitivos doces e salgados com maconha, mas apenas para portadores de carteirinha medicional. O uso da droga para maiores de 21 anos ficaria liberado a partir de quarta-feira se o referendo passasse.

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