Medo de matemática domina entre alunos na chegada para Enem
EDUARDO GERAQUE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A matemática é o que mais tira o sono dos alunos que estão chegando para o segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste domingo (6).
Já a redação, que costuma levantar a nota final dos inscritos, é vista com bons olhos.
"A matemática é pior. Costumo fazer boas redações, com bons argumentos. Mas tem que caprichar na caligrafia", afirma Vinicius Kendi, que pretende cursar filosofia no ensino superior.
"Matemática é o que mais me tira o sono", admite Alvaro Wang, que está tentando cursar medicina em 2017. "Costumo deixar a redação para a hora final da prova. Antes resolvo todas as outras questões", diz.
Entre os participantes, no entanto, há também tem quem goste de matemática. "Para mim não é tão complicado", afirma Andrezza Pereira, que está fazendo o Enem com o objetivo de cursar Ciências Contábeis.
Neste domingo, mais de 8 milhões de pessoas estão inscritas para fazer a redação, a prova de matemática e de línguas -tanto português quanto a língua estrangeira escolhida, que pode ser inglês ou espanhol.
ATRASO
O estudante Alexandre Gonçalves, morador de Paraisópolis, viu a porta da Unip, na rua Vergueiro, praticamente fechar na sua frente. Ele chegou às 13h02 e perdeu o segundo dia do Enem.
"Muito frustrado", disse Gonçalves, que pretende estudar administração de empresas.
Segundo ele, o ônibus demorou uma hora da zona sul até o centro. "Ele pegou muito trânsito na região da Paulista", disse. Nos domingos, a avenida é fechada ao trânsito.
As provas começaram às 13h, mas os portões dos locais de prova estavam aberto desde o meio dia. O exame tem início às 13h30 e os candidatos terão até 5 horas e 30 minutos para completar a prova.
Cerca de 270 mil inscritos tiveram o exame adiado devido a ocupações de estudantes em locais de prova contra a reforma do ensino médio e a PEC do teto dos gastos.
