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Trump critica linguajar de Jay-Z em 'showmício' por Hillary

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Há 20 anos, Melania Trump era tudo o que seu marido, o presidenciável Donald Trump, diz hoje querer combater: uma imigrante ilegal. É o que mostram livros contábeis e contratos aos quais a agência de notícias Associated Press teve acesso: em 1996, nove anos antes de casar com Trump, a eslovena ganhou cerca de US$ 20 mil por trabalhos que fez como modelo.

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O problema é que ela, recém-chegada aos EUA, só conseguiria visto de trabalho sete semanas depois.

Na quinta (3), em seu primeiro discurso solo desde julho, Melania disse que seguiu todas as regras até conseguir virar cidadã americana, em 2006.

Dez anos antes, contudo, a então modelo recebeu cachê por trabalhos para a revista "Fitness" e a loja de departamentos Bergdorf Goodman, entre outros clientes, segundo a AP. Ela só tinha visto de visitante, que veta atividades remuneradas.

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Apesar da retórica linha-dura contra imigrantes, o empresário já usou mão de obra estrangeira e sem documento -operários poloneses, por exemplo, trabalharam em 1980 nas obras da Trump Tower de Manhattan, onde o bilionário mora com a mulher e o filho Baron, 10, e mantém seu QG político.

A campanha republicana não comentou a acusação. Tampouco o candidato e sua mulher tocaram no assunto em aparição conjunta no sábado (5).

Na reta final da eleição, ela o apresentou em ato na Carolina do Norte, onde Trump tem um ponto de vantagem sobre Hillary Clinton, na média das pesquisas.

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A ex-modelo ganhou do marido beijinhos na bochecha e nos lábios, afago estratégico para amolecer o eleitorado feminino dos subúrbios americanos -em parte arredio a Trump, acusado de assédio por mulheres e visto em vídeo de 2005 se vangloriando de "pegá-las pela xoxota".

O republicano fez pouco caso das celebridades que fazem "showmícios" por Hillary -na véspera foi a vez o casal Jay-Z e Beyoncé, em Ohio, outro Estado decisivo para o pleito.

"Sou só eu, mas tenho minha família." Ao lado, o filho Eric Trump e a nora Lara Yunaska, nativa da Carolina do Norte.

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Trump também atacou o palavreado de Jay-Z, que não censurou expressões como "fuck you" (foda-se) e "motherfucker" (filho da puta) em seu repertório na noite anterior.

"Ele usou um linguajar tão feio, e Hillary então disse, 'não gostei da linguagem chula de Trump'. Minha. Linguagem. Chula. Vou dizer uma coisa, nunca na vida disse as coisas que [Jay-Z] disse."

A democrata também passou pela Flórida no sábado, num discurso de seis minutos, sob uma tempestade repentina. Os dois candidatos caçam votos no terceiro Estado mais populoso do país -neste quem está na frente é ela, por um ponto, segundo média de sondagens.

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Hillary comentou o show de Beyoncé e Jay-Z ("minha parte predileta foi os dançarinos de roupa colante") e insistiu na importância de eleitores votarem. A grande preocupação de sua campanha é a de que as pessoas possam até preferi-la a Trump, mas não se sintam motivadas para ir às urnas (o voto nos EUA é opcional).

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