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Governo atribui erro no Enem a 'equívoco' de coordenadores locais

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LAÍS ALEGRETTI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) atribuiu a um "equívoco dos coordenadores locais" a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ter sido realizada em escolas no Distrito Federal e no Pará que tinham sido incluídas na lista de locais em que a prova seria adiada para dezembro.

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Na manhã deste sábado (5), alunos que fariam a prova no Cemab (Centro de Ensino Médio Ave Branca), no Distrito Federal, e na Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), no Pará, receberam mensagens que informavam sobre o adiamento da prova. O Enem, no entanto, foi aplicado nesses locais.

Segundo o Inep, os coordenadores informaram o governo que as escolas estavam ocupadas e as mensagens de adiamento foram disparadas.

"Houve um equívoco dos coordenadores locais. Apenas em dois locais, nós tivemos esse equívoco dos coordenadores locais e do envio desses dados para o Inep. [...] Tivemos idas e vindas nesses locais onde os alunos haviam invadido", afirmou a presidente do Inep, Maria Inês Fini.

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A diretora de gestão e planejamento do Inep, Eunice Santos, disse que "é natural um equívoco desse num processo tão tumultuado", ao se referir à ocupação de escolas em todo o país.

Nessas duas escolas, os alunos que fizeram a prova neste sábado (5) deverão comparecer no domingo (6) para fazer a segunda etapa. Aqueles que não foram aos locais de prova, devido às mensagens recebidas, poderão fazer as provas nos dias 3 e 4 de dezembro.

Apesar do ocorrido, o Ministério da Educação e o Inep classificaram o primeiro dia de provas como "extremamente positivo".

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A secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Castro, disse que o processo está correndo conforme esperado. "Foi bastante tranquilo mesmo em relação aos locais onde os alunos foram impedidos de comparecer para fazer a prova por razão de invasão e ocupação de escolas. O balanço é extremamente positivo".

NÚMEROS

O governo informou que a quantidade de abstenções será divulgadas apenas no domingo (5). Os números divulgados na tarde deste sábado (5) são ainda as previsões informadas antes da prova, de aplicação do Enem em 16.071 locais, para 8.356.215.

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Devido às ocupações, 271.033 pessoas (3% dos inscritos) que fariam as provas em 405 escolas tiveram o Enem adiado para 3 e 4 de dezembro.

O governo não informou qual será o custo adicional do adiamento de parte das provas. "Estamos analisando e vamos planejar o orçamento que sera necessário para realizar próxima prova", afirmou a secretária-executiva do Ministério da Educação.

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