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Com mais ocupações, 267 mil inscritos terão Enem adiado para dezembro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Subiu de 240 mil para 267 mil o número de inscritos para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que terão a prova adiada para dezembro.

Segundo nova lista divulgada pelo MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) na noite desta sexta-feira (4), o número de escolas ocupadas passou de 364 para 397,de um total de 16.476.

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Com as novas ocupações, a prova para 267.485 inscritos -cerca de 3% dos 8,6 milhões- será aplicada nos dias 3 e 4 de dezembro. Os participantes serão informados do adiamento por e-mail e SMS, de acordo com o Inep. Os novos locais ainda não foram divulgados. Para os demais inscritos, as provas ocorrem neste sábado (5) e domingo (6).

As provas realizadas em dezembro serão diferentes das de novembro. De acordo com o MEC, apesar disso, o nível de dificuldade de ambas deve ser o mesmo.

A nova data para os 267 mil inscritos que farão as provas em 3 e 4 de dezembro também deve coincidir com outros vestibulares no país. Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, um novo adiamento do Enem está descartado.

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OCUPAÇÕES

Os estudantes protestam contra PEC 241 que estabelece um teto para os gastos públicos, incluindo saúde e educação, e a proposta de reforma do ensino médio, entre outros pontos.

A ocupação nas escolas gerou uma queda de braço entre representantes do Ministério da Educação e estudantes. Parte deles acusa o governo de usar as datas do Enem como pressão para deixarem os protestos.

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A polêmica também chegou à Justiça. Na quarta (2), o procurador da República Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do exame por entender que a realização de provas em diferentes datas fere o princípio de isonomia da seleção. A juíza federal Elise Avesque Frota, substituta da 8ª Vara Federal do Ceará, no entanto, negou o pedido.

POLÍCIA MILITAR

Em meio ao impasses em relação às ocupações, o ministro Mendonça Filho disse que vai solicitar aos governadores que o efetivo da Polícia Militar seja reforçado próximo aos locais de prova.

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"Não queremos conflito. Pedimos que coloque reforço de segurança para preservar o direito de ir e vir e de livre acesso aos locais de prova. E também garantir a inviolabilidade das provas. Não vamos criar uma situação em que a PM vai ser solicitada para ficar dividindo um corredor humano de quem quer a prova e quem não quer", disse.

Segundo ele, se houver "qualquer risco" ao local de prova e à segurança do exame, como tumultos, a recomendação é que o coordenador do local suspenda a aplicação. Neste caso, a prova será adiada.

"Esperamos que esse tipo de incidente não ocorra e fazemos um apelo ao bom senso às pessoas que tem patrocinado esse tipo de atitude de que respeitem o direito das pessoas de ter acesso à educação", afirmou ele, para quem é preferível adiar a prova para até "300 mil e 500 mil estudantes" a registrar novos conflitos, disse.

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Questionado, o ministro também tentou minimizar o impacto das ocupações. Mas fez novas críticas aos movimentos.

"Muitos não tem o necessário conhecimento das bandeiras levantadas. A PEC 241 não afeta a educação brasileira. Asseguramos um crescimento no orçamento de mais de 10% para 2017. A discussão do ensino médio é uma discussão de quase 20 anos. O flagelo do ensino médio brasileiro é o que deveria estar gerando protestos", disse ele, para quem caberá à AGU (Advocacia-Geral da União) tomar eventuais medidas.

Segundo o Inep, os custos do adiamento ainda estão sendo levantados. Cálculo inicial da pasta, porém, aponta prejuízo de R$ 12 milhões.

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