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Refazer provas antigas do Enem pode ajudar na reta final, diz professor

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SIDNEY GONÇALVES DO CARMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Daqui a dois dias mais de 8,6 milhões de estudantes farão o exame do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2016, que é um dos principais meios de acesso ao ensino superior do Brasil, além de conceder bolsas, parciais e integrais, na rede privada.

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O exame é uma prova de resistência e os estudantes precisam estar bem preparados física e mentalmente para enfrentar as dez horas de prova. Os participantes devem responder a 180 questões objetivas de múltiplas escolhas, divididas em ciências humanas e ciências da natureza, no sábado (5), e linguagens e códigos, matemática e redação no domingo (6).

Para a primeira etapa do exame, o coordenador-geral do Colégio Etapa, Edmilson Motta, afirma que o ideal é que os participantes cheguem nessa reta final com todo o conteúdo programático lido, mas para aqueles que não conseguiram se preparar adequadamente ainda há uma chance.

"Se o estudante ainda não leu todo o conteúdo da prova, ainda dá tempo para corrigir um pouco. Para os que estão nesse caso, o ideal é refazer os últimos exames do Enem para saber controlar o tempo e sentir o ritmo de prova", diz Motta.

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O coordenador diz que nessa reta final não dá para dar uma superguinada, mas o estudante pode rever também alguns conteúdos em que ele tenha dificuldade. "Para alguns alunos, rever tópicos é importante porque eles vão se sentir melhor e chegarão com a consciência mais tranquila no dia da prova. Se o aluno estiver cansado, o melhor é relaxar nesses dias para estar disposto para o exame." É o caso da estudante do terceiro ano do ensino médio do Colégio Etapa Internacional, Maysa Ohshi, 17. "Agora é descansar, já estudei. Se eu ficar estressada isso pode me prejudicar. Quero aproveitar a família e amigos antes do exame."

Ohshi diz estar mais tranquila com o Enem porque sua prioridade é ingressar em uma instituição americana, de preferência, na Universidade de Nova York ou de Columbia, ambas nos EUA, onde pretende fazer carreira na área de exatas. No Brasil, ela fará apenas o Enem e a Fuvest, vestibular da USP (Universidade de São Paulo) para o curso de engenharia de produção.

"Me encantei com o sistema de ensino americano e lá os campus são maravilhosos e há pessoas do mundo todo", disse Ohshi. Ela também ressalta que os docentes tem mais reconhecimento internacional e estão mais ligados à pesquisa do que no Brasil.

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Ohshi também critica o exame do Enem por ser muito longo e cansativo. "Não concordo com o sistema de vestibular daqui. É muito cansativo. Deveria ser como o processo dos EUA, que leva em consideração outros critérios, como seu desempenho acadêmico e atividades extracurriculares. Isso mostra outro lado seu."

Apesar disso, Ohshi garante fará o exame do Enem com o objetivo de ter bom desempenho para conseguir ingressar na USP. Ela disse que se preparou bastante e que fez vários simulados do Enem, além de ter acompanho o noticiário e ter feitos muitas redações.

DICAS

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Uma dica importante, segundo Edmilson Motta, é o estudante manter o seu ritmo e não dormir tarde nem acordar tão cedo. Motta diz ainda que o participante deve comer comida leve e levar frutas e água para a prova.

Motta diz ainda que o estudante deve verificar até um dia antes o percurso até o local de prova e chegar com antecedência para evitar surpresas. No dia exame, o estudante deve ficar até o final da prova, porque o Enem tem enunciados muito longos e a leitura deles pode ajudar a encontrar a reposta correta.

Para o coordenador, o estudante deve se desligar um pouco entre a primeira e segunda etapa do exame. "Ele deve tentar desligar de um exame para outro. Não é bom ficar revendo as questões para saber se acertou ou não porque isso não muda nada para o dia seguinte. Olha depois ou olha apenas olhar aqueles questões em que tenha ficado na dúvida."

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Motta diz ainda que o participante deve ficar atento à leitura do enunciado, pois muitas respostas estão na própria pergunta. Além disso, o estudante deve pular apenas aquelas questões em que realmente não saiba responder, pois se pular muitas talvez não tenha tempo suficiente para voltar e refazê-las.

Para a prova de ciências humanas, a dica é rever conteúdos que tenham a ver com o Brasil, como história e geografia do Brasil. Uma pegadinha do Enem, lembra Motta, é haver duas alternativas corretas nas provas de humanidades, mas uma delas não está ligada ao contexto do enunciado.

Já na prova de ciências da natureza, a dica é rever conteúdo de ondulatória e os ligados a física da visão e da audição, a físico-química e aos temas relacionados com a saúde pública. O coordenador diz que ler bem os gráficos pode ajudar o estudante a responder a questões.

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