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ATUALIZADA - Obama ataca o FBI para defender Hillary

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Barack Obama, atacou na quarta-feira (2) a decisão do diretor do FBI, James Comey, de anunciar a descoberta de novos e-mails que podem ou não reabrir uma investigação encerrada em julho, sobre Hillary Clinton.

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A suspeita é de que ela teria infringido normas ao usar um e-mail privado quando era secretária de Estado.

"Não trabalhamos com informações incompletas, vazamentos. Operamos com base em decisões concretas", disse o presidente Obama.

Comey está sob fogo cerrado dos democratas por ter soltado a bomba a 11 dias do pleito, na sexta (28), antes de saber se a presidenciável tem qualquer culpa no cartório.

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Nos últimos dias, o FBI, a polícia federal americana, escrutina e-mails encontrados no laptop do ex-deputado Anthony Weiner, que se separou do braço direito de Hillary, Huma Abedin, em agosto.

Ele é investigado em caso paralelo, por trocar mensagens sexuais com uma garota de 15 anos.

Obama ainda não havia se pronunciado sobre o assunto dos e-mails. Dois dias antes, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, falou que o presidente não acredita que Comey "está influenciando o resultado das eleições".

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O tom mudou. O presidente não se referiu a Comey, um republicano que ele indicou ao cargo em 2013, pelo nome. Mas o alvo foi claro. Hillary, disse, cometeu "um erro honesto" e o admitiu. Ao agir tão perto do dia D eleitoral, 8 de novembro, Comey o incomodou, confessou Obama.

O mandatário americano tem agendas quase diárias até a eleição, para ajudar Hillary. Na quarta (2), sua meta foi mobilizar o eleitorado negro, cujo apoio "não está tão sólido", conforme mostram os dados demográficos da votação antecipada.

Em 2012, 93% dos negros (que são 12% da população) escolheram Obama. Ir às urnas é opcional nos EUA, e em Estados como a Flórida 15% dos afro americanos votaram adiantado, contra 25% quatro anos atrás.

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"Sei o que muitos em barbearias e salões de beleza nas vizinhanças estão dizendo. 'Sabe, amamos Obama, amamos especialmente [a primeira-dama] Michelle. Agora não estamos tão animados'.

Preciso que todos entendam que o que fizemos depende de eu conseguir passar o bastão [para Hillary]."

Ele lembrou que o candidato republicano, Donald Trump, prometeu reverter várias de suas políticas, caso eleito. "Garanto: eles vão cavar até o jardim da Michelle na Casa Branca."

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Enquanto isso, grupos pró-brancos, como neonazis e Ku Klux Klan, orquestram uma vigília em vários pontos de votação, como uma forma de intimidar eleitores negros, segundo o site "Politico".

Andrew Anglin, do "Daily Stormer" ("site número 1 pró-genocídio") e colegas do "Right Stuff" planejam mobilizar centenas de guardiões. O plano inclui distribuir maconha e bebida em bairros negros no dia 8, para fazer com que as pessoas não saíam.

Um ativista da Califórnia armou ligações automáticas "em apoio a Trump" em Utah, que podem ter atingido 200 mil pessoas. Ele sugere que o candidato independente Evan McMullin é gay.

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Mórmon, como quase 60% da população local, McMullin tem chances reais no Estado, um bastião republicano. "Evan tem 40 anos, não é casado e não tem namorado".

Acredito que ele é um homossexual no armário", dizia a ligação, que a campanha de Trump disse repudiar.

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